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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Um Mau Sinal aos Outros Alunos do Secundário

19.02.20

O Governo dá um mau sinal aos outros alunos do ensino secundário ao considerar que os "alunos do ensino profissional e artístico passam a ter acesso especial ao ensino superior. Governo cria via de acesso especial que se alarga também aos cursos de aprendizagem, de educação e formação para jovens e da rede de escolas do Turismo de Portugal." Para além disso, o tempo vai passando e percebe-se a incapacidade para se criar um acesso ao ensino superior mais saudável para os alunos que concluem o secundário regular. Imagine-se um aluno que quer escolher humanidades no 10º ano?

Nesta linha, os mentores do brexit favorecem os imigrantes doutorados em ciências e tecnologias e eliminam, por exemplo, os das humanidades como se pode ler nas novas regras para o visto de residência do Reino Unido: "(...) 7. For example, a university researcher in a STEM (science, technology, engineering, and mathematics) subject wishing to come to the UK on a salary of £22,000, (which is below the general minimum salary threshold), may still be able to enter the UK if they have a relevant PhD in a STEM subject. Likewise, a nurse wishing to come to the UK on a salary of £22,000 would still be able to enter the UK on the basis that the individual would be working in a shortage occupation, provided it continues to be designated in shortage by the MAC.(...)"

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Revoluções

19.02.20

Sociólogos da educação desenharam, na primeira década do milénio, uma revolução nas escolas portuguesas inspirada na estrutura vertical da organização militar. A aplicação dessas teses noutras organizações do mundo do trabalho provocou convulsões inimagináveis que resultaram em precariedade e burnout e noutros fenómenos sociais, e até psiquiátricos, graves. Está documentado. Mas os revolucionários escolares teimam em não assumir o desaire. É estranho; e é pena porque se evitavam tantos problemas de saúde pública. Aliás, é também surpreendente a teimosia revolucionária porque é frequente a literatura da sociologia citar Franz Kafka: “Cada revolução evapora-se deixando atrás de si apenas o depósito de uma nova burocracia.”

2ª edição.