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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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Os Professores e o Cilindro de Ciro

29.02.20

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Os professores ainda não recuperaram todo o tempo de serviço nem beneficiaram duma qualquer mudança nas políticas específicas mais nefastas. Há, apesar do desânimo e da saturação, e muito naturalmente, uma atmosfera de revolta contida. Por exemplo, os professores mantêm uma longa greve ao sobre-trabalho (GST) que não inclui as actividades lectivas mas que coloca ruído na engrenagem que escapa à mediatização. É uma espécie de sinal de vida, depois de erros relevantes da plataforma de sindicatos na última década e meia (e dos sucessivos Governos que, com promessas vãs, excessos ideológicos ou preconceitos classistas, desacreditaram o valor democrático do sindicalismo). E se vão longe os tempos em que os radicalismos remetiam os não grevistas para uma "declaração" de renúncia às possíveis conquistas (até porque na difícil actualidade a generalidade das greves têm correspondido, efectivamente, a rituais vazios de resultados) também se sublinha o respeito pela adesão à GST. Parece pouco e óbvio, mas merece destaque. É que algo de muito preocupante estaria a suceder se não se respeitasse direitos adquiridos e fundamentais que exigiram lutas determinantes. E é oportuno recordar ao Governo o uso injusto de um cilindro sobre um grupo profissional. Aliás, já em 539 a.C, um cilindro, o Cilindro de Ciro, inscreveu uma declaração (um dos mais antigos documentos dos direitos humanos), do rei persa Ciro II, centrada na figura do "rei justo e humano que permitia ao povo viver em paz" e que depôs o rei Nabonido por ser um "ímpio opressor do povo da Babilónia".

Nota: encontrei na internet a imagem do Cilindro de Ciro.

Mário Centeno Tem Razão

27.02.20

Repitamos: a história da distribuição da riqueza é política e lê-se em dois clássicos: "Riqueza das Nações" de Adam Smith e "O capital no século XXI" de Thomas Piketti. Mário Centeno tem razão: "“O governador do Banco de Portugal é um actor político da maior relevância”. Ministro das Finanças traça, em entrevista à Visão, o perfil do próximo governador: não precisa de ser um técnico, mas alguém consciente de que o Banco de Portugal tem “uma relação com a sociedade”."

Ainda Se Dizia Que Era Conjuntural

26.02.20

"Bancos têm até 2046 para pagar ao Estado pelo Novo Banco. Mas podem ter ainda mais tempo", diz o Expresso numa fase em que não só se percebe que o problema bancário se tornou estrutural no retorno de capital ao Estado, como se conclui que não tem fim a injecção pelo desvario que eclodiu há mais de uma década: "Oficial: Novo Banco vai pedir €1.037 milhões ao Fundo de Resolução". Ao que se sabe, a banca portuguesa é a única que ainda recorre a "fundos de resolução".

Ai Agora?

25.02.20

Multiplicam-se os apelos a uma sociedade mais justa que rejeite comportamentos xenófobos e racistas. Há até quem registe uma regressão, também em Portugal, num conjunto de valores democráticos que parecia consolidado; e lá vem o apelo a uma escola melhor. Mas quando há cerca de duas décadas se registou a sobrevalorização curricular dos algoritmos e do inferno da medição em detrimento das humanidades e das artes, os "modernos" da altura acusavam de velhos do Restelo os que anteviam uma regressão civilizacional.

Parasitas

24.02.20

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