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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Em Dia de Greve

31.01.20

Em dia de greve, é plantada nos órgãos de comunicação social a seguinte notícia:

"Quem se quiser reformar sem cortes em 2021 terá de ter, pelo menos, 66 anos e seis meses, de acordo com a portaria do Governo publicada esta sexta-feira em Diário da República. Em 2018, era necessário ter 66 anos e quatro meses e em 2019 aumentou dois meses, ficando sem alterações em 2020. No diploma, recorda-se que “a idade normal de acesso à pensão de velhice após 2014 varia em função da esperança média de vida aos 65 anos de idade verificada entre o segundo e terceiro ano anteriores ao início da pensão, de acordo com a fórmula nele prevista”. Já o factor de sustentabilidade, “elemento do cálculo das pensões de velhice do regime geral de segurança social”, tem em consideração a evolução da esperança média de vida aos 65 anos “entre o ano 2000 e o ano anterior ao do início da pensão”. Uma vez que o INE já definiu o indicador da esperança média de vida aos 65 anos de idade relativo a 2019, o diploma hoje publicado (com efeitos a partir de 1 de Janeiro) define a idade normal de acesso à pensão de velhice a vigorar no ano que vem, assim como o factor de sustentabilidade a vigorar este ano, e que se situa agora nos 0,8480, passando o corte para 15,5%. Este corte aplica-se a quem pedir a reforma antes do tempo, acrescido de uma redução de 0,5% por cada mês que falte para a idade legal. Título corrigido"

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Chegam Tarde, mas Chegam

30.01.20

A marcante crise petrolífera de 1973 inaugurou o período de incertezas na Europa. Portugal chegou atrasado, uma vez que terminava um período de ditadura, e de guerras coloniais, que atrasou o país nos mais diversos domínios. Quando grande parte da Europa atingia um bom patamar democrático, Portugal ainda percorria fenómenos de massificação e só conheceu o clima de incertezas nos finais do século passado e na primeira década deste. É evidente que a crise de 2008, e tudo o que se seguiu, nomeadamente os processos intermináveis de corrupção que envolveram altas figuras do Estado e "donos" do regime, fragilizaram as instituições democráticas. Dá a sensação que vivemos num edifício que ruirá ao primeiro abanão com uma espécie de abutres à espreita como, de resto, vai acontecendo por essa Europa fora. Como a história bem nos ensina, as "modas" europeias demoram a chegar; mas chegam. E é exactamente por isso que se exige humildade e sabedoria às forças interessadas na democracia e que só têm a temer que "o céu lhes caia em cima da cabeça".

Ainda Não Foi Desta

29.01.20

Gosto da lusofonia e não me parece que haja proprietários da língua portuguesa. Os idiomas evoluem e as gramáticas, para além de outras funções fundamentais, "legitimam erros" em relação às antecessoras. A tese defensora do acordo ortográfico teve por aqui um elemento neutro. Por outro lado, sou curioso e aprecio a novidade. Fiz os possíveis para respeitar o acordo e aplicá-lo. Mas voltei atrás. Tinha muito para ler e escrever e não me dei ao trabalho de respeitar com rigor as alterações. Ficou para mais tarde. Tentei de novo, mas ainda não foi desta.

Da Analítica da Actualidade

28.01.20

A frase de Winston Churchill, "a democracia é o pior dos regimes, à excepção de todos os outros", tornou-se vulgar, mas continua oportuna. Importa sublinhar que a defesa da democracia não acolhe o acriticismo; pelo contrário. Nota-se a incomodidade da totalidade do sistema orgânico, digamos assim, com os processos leaks. Advogam o silêncio em nome do que existe. Evocam o perigo da queda nos extremos; nomeadamente nos movimentos políticos fascistas que devastaram a Europa no século passado e que originaram guerras mundiais. Compreende-se. Todavia, também se deve repetir "que quem não deve não teme" e que há no que existe muito do que originou a queda das democracias. E o silêncio é tão inaceitável, como é elogiável a coragem dos leaks. Conotar todos os leaks com interesses antidemocráticos não é democrático. Quem já acompanhou "movimentos independentes ou de cidadania" percebe o quão injustos são os rótulos apressados das estruturas orgânicas e como isso fragiliza a democracia.

Vi, Kobe!

27.01.20

 

Foram 20 anos com muitas madrugadas para ver Kobe Bryant. Para além de tudo, Kobe era um visionário do jogo, um poeta do movimento, um prosador inigualável e tinha uma coragem única. Vi muitos momentos inesquecíveis e escolhi um vídeo de cerca de 3 minutos do seu último jogo. Veja e ouça, que vale a pena.

 

Kobe Bryant (1978-2020)

26.01.20

 

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Não consigo acreditar. Que alguém diga que foi engano. Morreu Kobe Bryant, o mítico basquetebolista dos LA Lakers. Como comecei a acompanhar a NBA ainda Kobe não tinha nascido, e como sou adepto dos LA Lakers, segui com detalhe os 20 anos de carreira (18-vezes NBA All-Star) deste espantoso jogador. O jogador que mais me emocionou no basquetebol morreu hoje num acidente de helicóptero. Descansa em em paz, Mamba.

PS: confirma-se a morte da sua filha Gianna, de 13 anos, que o acompanhava na viagem.

 

"Por Não Terem Entendido" - e Exportado para as Antigas Colónias

26.01.20

 

 

"Os portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros, por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes conquistas, viveu por mais de três séculos do trabalho dos escravos, e que perdidos os escravos era preciso criar uma nova maneira de existência, criando os valores pelo trabalho próprio".

Mouzinho da Silveira, 1832

(Citado por Eduardo Lourenço em

"O labirinto da saudade", 1972:9)

(1ª edição em 22 de Setembro de 2011)

Memórias Escolares em Tempos de Luanda Leaks

25.01.20

 

O nepotismo ("prática de favorecimento de familiares ou amigos na atribuição de cargos ou privilégios por parte de um detentor de cargo público ou de alguém em posição de poder") não é um problema novo e muito menos entre nós. O nepotismo não se remete aos familiares directos e origina tráfico de influências proporcionando um clima favorável à corrupção. No caso do sistema escolar, determinante para a sociedade democrática do presente e do futuro, foi o PS que impôs (em 2009 e contrariando outra decisão de um Governo seu, 1998, que vinha com boas provas dadas) um ambiente menos escrutinado favorável, inequivocamente, ao nepotismo. São práticas que corroem a democracia, e dificultam a redução das desigualdades, já que o clima de confiança é decisivo na sociedade da informação e do conhecimento com efeitos no crescimento económico.

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