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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Do Óbvio

31.10.19

 

Sem a recapitalização do Novo Banco havia superávit de 0,3% do PIB. E depois a culpa é sempre dos professores, porque são muitos, embora o discurso teime, e teimará, na "ausência" da meritocracia.

Quanto Pior

30.10.19

 

Dá ideia que a popularidade de Trump, Boris e Bolsonaro aumenta com as tiradas inenarráveis diárias; e percebe-se que muitas vezes são genuínos num surrealismo perigosíssimo para a democracia. Como é isto possível? Desde logo, com as origens da crise de 2008 e com o comportamento de inúmeros governantes dos países ocidentais como é exemplo o ex-primeiro-ministro português (eleito com maioria absoluta momentos da antes da referida crise); e isto é independente do veredicto da justiça. Parece que há um número elevado de eleitores para quem "quanto pior melhor que já não tenho mais nada a perder".

Políticas Sociais e História

29.10.19

 

Não raramente, ouvimos opiniões (as últimas que me lembre foram de Guterres, "as elites nacionais não estão à altura dos portugueses", e Barroso) do género: "as nossas elites são historicamente viciadas em viver à custa do trabalho dos outros; foi assim durante três séculos com a escravatura, também com o ouro e as especiarias e até com o colonialismo; na actualidade, os "desgraçados" são os que não fogem aos impostos e as políticas sociais."

Concorde-se ou não, há factos que se repetem: na saúde os alarmes só soam quando "começam" a morrer pessoas, na justiça o essencial é manter o povo minimamente em ordem e na segurança social tenta-se que os descontinuados não se aglomerem perigosamente. Já na escola pública, enche-se as salas de aula, "reforma-se" para entreter o auditório e encerra-se ou aglomera-se escolas sem critério civilizado. Actualmente, o desinvestimento na escola pública está no limiar do impossível. Fala-se disso, mas a receita será a sustentada pela massa crítica do primeiro parágrafo e ilustrada na imagem: reconhece-se a crise, mas os culpados serão os professores. Como são os mais numerosos, serão os responsáveis pela asfixia orçamental do estado na rubrica das salários, objecto de uma carreira ainda menos atractiva financeiramente (já que o seu topo é o 57º entre os 115 da administração pública) e do milionésimo regime meriticrático.

Do Futuro Próximo

28.10.19

 

Fica a sensação que vamos assistir a mudanças de pasmar nas organizações partidárias. O que nos últimos quatro anos consideravam como sensato será no futuro próximo objecto das mais radicais posições. Dará ideia que de Setembro de 2019 para Dezembro de 2019 passaram quatro anos, e não quatro meses, de forte crescimento económico ou de necessidade de austeridade.

Nota: há um dado a ter conta que justificará as mudanças mais optimistas: se a banca deixar de recorrer ao fundo de resolução, e se ainda por cima pagar o que deve, equivaleria aos tais anos de crescimento a multiplicar por dois ou três. 

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