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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Contas Certas

08.05.19

 

 

 

 

Afinal, os professores tinham razão. O que pode ler tem menos de uma semana (e hoje, numa notícia do Expresso, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República confirma-o): Os professores percebem, desde 2006, que os cortes a eito nos seus salários são um oxigénio orçamental. Aliás, o corte acima dos 30% de professores do quadro é elucidativo. Os professores são muitos e os cortes na sua massa salarial bruta ajudam bastante o orçamento e fazem brilhar quem o constrói. O resto é tergiversação e falta de decoro. Para além disso, são infalíveis a pagar IRS, CGA e ADSE. As contas do ministro Centeno não incluem, confessou-o no Parlamento, a receita para o OE, em IRS e excedentes da ADSE, incluída na massa salarial dos professores; é mais de 30% do total ilíquido. E depois temos as contas da CGA em que os professores voltam a ser muitos; o que é diferente de receber um líquido elevado. Era preferível dizer que tudo se fará para que os professores se reformem antes de chegarem ao topo da sua carreira (é o 57º topo nos 115 índices remuneratórios na administração pública; o topo é superior em 120% à média e, para além disso, consulte-se os valores das pensões pagas em Portugal). Os professores são muitos e os credores do país, através da UE, sublinham a condição de protectorado muito endividado.

Nota: O início da notícia: "As contas são da Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República: a recuperação integral do tempo de serviços nas carreiras da Administração Pública custaria anualmente aos cofres públicos 567 milhões de euros. Um valor 30% abaixo dos 800 milhões de euros anunciado pelo Governo. A diferença prende-se com a receita adicional com IRS, contribuições sociais e contribuições para a ADSE, que os números do Ministério das Finanças não consideravam.(...)"