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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Das Carreiras e Dos Direitos

07.05.19

 

 

 

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"Os professores não podem chegar todos ao topo", é uma frase que tem mais de uma década e que regressou. Acredito que algo de sério está a acontecer quando a sociedade não se questiona sobre a perda de direitos adquiridos (sim, adquiridos; leu bem: muitos lutaram por isso) e fundamentais. Ouvi de um comentador: "se recuperarem todo o tempo de serviço, 35 mil professores chegam ao topo em 2022. Não pode ser". O homem estava incrédulo. Disse-o como uma irrefutabilidade ("e o que é irrefutável é falso"). Usou a organização militar, e as suas hierarquias como exemplo, sem raciocinar sobre as diferenças nos conteúdos funcionais. Um general não realiza as tarefas de um capitão e vice-versa, mas um professor do 1º escalão pode leccionar a mesma turma que um professor do 10º. A tarefa cimeira de um professor é a sala de aula. As progressões estimulam a carreira e o conceito de topo não existe. É uma carreira horizontal. De resto, há toda uma discussão sobre direitos e deveres a recuperar.

Imagem: torres de Bolonha. Abril de 2019.

Os Detalhes; Sempre Os Detalhes

07.05.19

 

 

 

Regressaram em força os não avaliados e inflexíveis. Precisemos: as carreiras da administração pública, com excepção dos corpos especiais (professores, magistrados, militares e polícias), recuperaram todo o tempo de serviço: 7 anos e qualquer coisa. Faltam os corpos especiais. Há um detalhe: em toda a administração pública, corpos especiais incluídos, só há um grupo profissional com 9 anos e tal por recuperar: os professores. E porquê? Porque foram os únicos com tempo congelado nos governos de José Sócrates: dois anos e tal. Omite-se esta questão e insiste-se nos pontos para as progressões nas carreiras com evidente desinformação. Voltarei a esse detalhe noutra altura.