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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Flexibilizar

30.04.19

 

 

 

Flexibilizar o currículo - ou as ideias de "área-escola" e "área de projecto" -, é um desejo antigo anterior às "novas" tecnologias e relacionado com a necessidade de ir além da escola-indústria. Considerar uma interdependência essencial entre essas categorias, flexibilização e uso de tecnologias, está num nível relacional tão escusado como o que impõe excessos competitivos para elevar aprendizagens. Como se tem observado nas competições desportivas para jovens, os quadros competitivos devem ser adaptados às idades e a sobrecarga competitiva deve ser gradual. Não é por acaso que os sistemas mais consolidados não têm campeonatos nas idades mais jovens e os resultados escolares não são públicos; são apenas conhecidos pelos respectivos encarregados de educação.

"O Fundamental é Descobrir o Fio à Meada"

29.04.19

 

 

 

"O fundamental é descobrir o fio à meada", disse Confúcio. Enquanto não temos mais classe média (o fio inquestionável da meada do sucesso escolar), o caderno de encargos da escola continua pesado. Mudar o acesso ao ensino superior (AES), por causa da saúde dos jovens e da industria dos exames e da desigualdade, será um fio comprovado. A OCDE concluiu que os nossos estudantes são os mais ansiosos (e a Universidade do Minho diz "que a falta de autonomia dos nossos adolescentes é assustadora"), e haverá uns dois países, em quarenta e cinco, com um AES tão "stressante". Se dermos nomes às coisas, perceberemos a contradição educativa em manter este AES e, simultaneamente, lançar três eixos: flexibilidade curricular, inclusão e sucesso escolar.

O Governo legislou os eixos e não tocou no AES. Não teve suporte parlamentar, e muito menos selfie presidencial e autorização do eurogrupo, para o fundamental: a dimensão civilizada e democrática das escolas (mudar ordens de grandeza: turmas a eito, horários ao minuto - e recheados de trabalho inútil, esse flagelo da actualidade -, estatuto dos professores e de outros profissionais, mega-agrupamentos e gestão de escolas e hiperburocracia). Há um risco de derrapagem nas melhores intenções (flexibilidade curricular e inclusão) e de queda da exigência através de um sucesso escolar de gabinete e dos papéis. 

Das Leituras Obrigatórias

28.04.19

Leituras "Obrigatórias"

27.04.19

 

 

 

Blackrock: A empresa que está a mudar o capitalismo

"Depois da crise de 2008, uma empresa norte-americana quase desconhecida cresceu até dominar a economia mundial. Chama-se BlackRock e foi criada em 1988 por Larry Fink. É hoje um centro de poder global que controla os principais bancos e indústrias e aconselha os governos e os líderes mais poderosos. O seu enorme crescimento põe em risco uma das ideias básicas da economia moderna: a concorrência.(...)"

O Correntes faz hoje 15 anos

25.04.19

 

 

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O "Correntes (em busca do pensamento livre)" faz hoje 15 anos e mantém um registo diário de publicações. Ter um blogue transformou-se numa segunda pele. 25 de Abril foi uma escolha significativa para o começo, com a liberdade de expressão como constante editorial. Nestas alturas, apela-se à participação cívica dos mais jovens com críticas às diversas formas de nepotismo. Mas é importante sublinhar que ainda é incómoda a condição de cidadão livre e com opinião e que é imperativo reerguer o espírito de Abril. É evidente que é incómoda, mas não seria a mesma coisa. Quinze anos depois, continuo a gostar de escrever neste registo e agradeço a vossa atenção.

Nota: por contenção de procedimentos, eliminei a presença no twitter e no instagram e reduzi as partilhas de posts no facebook. Há muito que eliminei o messenger dos dispositivos móveis para as mensagens privadas no facebook e é por isso que respondo muito menos.

 

22 mil no topo em 2021

24.04.19

 

 

 

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O "eterno" arremesso ao professor não tem emenda. Desta vez, as primeiras páginas declaram que haverá 22 mil professores no topo da carreira em 2021. Já lá estão cerca de 14 mil, mas em grande parte com idades acima dos 60 e perto dos 66. E esses nunca se reformarão? Será mesmo aos 80? Para além disso, há 115 índices remuneratórios na administração pública. O topo dos professores está no 57º lugar. Há 58 índices remuneratórios acima dos professores (os do topo recebem quase o dobro dos professores), mas só os professores é que interessam à estratégia comunicacional. Até se lê que o Governo se demitirá por causa dos professores. Dá vontade de perguntar: esses 58 índices acima são estrangeirados? Se olharem para a tabela da imagem - site da Direcção-Geral da Administração e Emprego Público com um sublinhado a vermelho para o topo dos professores -, verão que o topo recebe mais ou menos 120% do que a média? Enfim. Este mais do mesmo corroeu a democracia e agora até se agrava com o silêncio da totalidade do parlamento. Importa sublinhar este facto na véspera de mais um 25 de Abril. Aliás, as escolas públicas perderam o ambiente democrático exactamente por causa da confessada guerra aos professores. O Expresso salientou que os "Professores representam 25% da despesa prevista com progressões para 2019", que são "uma classe profissional a envelhecer, com salários relativos altos" e diz agora que haverá 22 mil no topo da carreira em 2021. É falso.

Sapo Sem Imagens

22.04.19

 

 

Há uns dias que o "sapo impede" a publicação de imagens nos posts. As imagens que aparecem nos últimos posts foram agendadas antes da avaria. Espero que o problema se resolva.

Nota: avaria solucionado.

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