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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

E a Imaginação?

28.02.19

 

 

A agenda mediática inundou-se de desaceleração económica, em Portugal e na Europa, e o discurso dirigiu-se de imediato para os travões na carreira dos professores. Convenhamos que essa "impossibilidade" não esperava por este momento. Mas a pergunta que se impõe é outra: onde estão as propostas decorrentes da imaginação?

Do Impasse na Situação dos Professores

26.02.19

 

 

O Governo regressou à "negociação" com a recuperação dos tais dois anos e tal de nove e qualquer coisa. Aliás, o PM afirmou hoje que esses dois anos e tal podiam estar já a ser contabilizados. Ou seja, havia financiamento. Gostava era que se soubesse o montante e, já agora, que a mesa negocial revelasse o investimento necessário para a recuperação total apurada pela comissão especializada paritária nomeada em Julho do ano passado. Era só para fazermos contas. O Governo não sai dos dois anos e tal e nem sequer enunciou, pelo menos que se saiba, as tais soluções imaginativas propostas pelo PR. A plataforma de sindicatos respondeu com uma "manifestação nacional para 23 de março". Convenhamos que a vida dos sindicatos não está fácil. Os impasses abrem espaço à revolta contida que se sente no ar. No ano passado, a impaciência passou por um sindicato digital, o STOP, que, e muito francamente, não sei como se posiciona no estado vigente.  A determinação na greve às avaliações do ano passado foi frustrante e não é nada bom quando, em democracia, os vencedores hostilizam sucessivamente os oponentes. Rompe-se o diálogo e entra-se numa lógica de desespero com as organizações institucionais a perderem a face.

E Hoje Como Será?

25.02.19

 

 

 

O Governo e a plataforma de sindicatos voltam hoje à mesa negocial. A história recente criou uma comissão técnica que apuraria as contas das progressões dos professores. Ainda não se conhece qualquer resultado. Será hoje?

Em de 11 de Julho de 2018 escrevi assim:

Após um mês de desgastantes greves e de quase um ano a ouvir que "não há dinheiro" (no início era a falácia do "não querem ser avaliados"), Governo e Plataforma de Sindicatos decidem esperar que "uma comissão técnica faça as contas" à recuperação do tempo de serviço?

Não, não é o 1 de Abril. É pior. É a traquitana do estado. Ainda há um mês, o blogue Assistente Técnico, no post "Palhaçada este controlo e monitorização das progressões... baseados em upload de ficheiros EXCEL!", fez um retrato de leitura obrigatória. Os serviços centrais do ME, e não é apenas pelas mais de vinte plataformas digitais quando uma seria moderno e razoável, têm serviços decisivos a viver há muito em derivas info-excluídas onde as redes com ficheiros excel são um modo de vida com estes resultados. E ninguém da mesa negocial se demite perante estas vicissitudes?

Da Erosão do Centro

24.02.19

 

 

 

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A erosão do centro político (ou arco governativo) explica os sucessos eleitorais dos extremos finais no universo político global. Se o triunfo em toda a linha do neoliberalismo é um argumento essencial para descrever o fenómeno, o descuido com os detalhes da democracia também integra a razão. Contudo, sublinhe-se que, e nosso caso também, a corrupção é tão ubíqua e persistente que pode funcionar como buraco negro e ocultar os outros argumentos. 

Olhe-se para a imagem que recolhi na internet e que teve inúmeras partilhas. Se formos justos e considerarmos os vencimentos e a carreira, afirmamos que o zero não é verdadeiro e que é semelhante à sobrelotação das turmas que se situa no zero vírgula um. Se o tempo de serviço não sai do zero porque a disciplina orçamental da zona euro só não tem rigor austeritário para o financiamento resolutivo da banca, os horários, na sua componente não financeira, e a gestão democrática continuam surpreendentemente no zero. O zero nos horários não é um grau determinado apenas por mais turmas por professor. Há inutilidades responsáveis por milhares de baixas médicas prolongadas e pelo aumento da despesa. Por outro lado, o zero na gestão democrática insere-se nos referidos detalhes e na decisiva qualidade educacional nas democracias. Quando ouço que o poder político não valoriza estas questões, que estão amplamente documentadas, é de recear a erosão do centro político que a breve prazo incluirá a totalidade do parlamento (impressiona o argumentário de jovens deputados do BE e do PCP sobre as lutas laborais mais mediatizadas ou a ilusão palavrosa de jovens ministros sobre a obra "feita" para eleitor ver). Alguém acredita que a oposição, PSD e CDS, faria diferente? Em regra, desprezar os detalhes da democracia e precarizar as classes médias inscreve "uma questão de tempo" para resultados eleitorais extremados (as pessoas frágeis e isoladas são vulneráveis aos excessos ideológicos). Aliás, e a exemplo do problema bancário (somos o único país em que a banca ainda não resolveu a crise de 2007), é histórico o nosso atraso na corporização do "novo".

 

A Questão do Copo

20.02.19

 

 

 

Tenho ideia que os bancos já "resolveram" a crise de 2007, com excepção de Portugal. Estamos atrasados e será grave se surgir uma nova crise. Por outro lado, não há muita confiança no sistema bancário mundial. No caso português, ainda ontem ouvi o governador do BdP dizer o contrário porque as pessoas mantêm os depósitos na banca; não percebi: queria que usassem o colchão para significar desconfiança?

"Deco: pedidos de ajuda de famílias muito endividadas aumentou em 2018. O número de famílias que pediu ajuda ao Gabinete de Protecção Financeira (GPF) da Deco subiu para 29.350, em 2018, mais 350 pedidos que em 2017. O número registado no ano passado é muito superior ao de 2008, quando a Deco recebeu 8758 pedidos de ajuda, ou mesmo durante os ditos anos da troika. Em 2012, 23.183 portugueses pediram auxílio."

Ultrapassa os tempos da troika. Será uma questão do copo meio cheio ou meio vazio, mas compreendo os pessimismos que se tornam mais fundamentados se olharmos para o estado da Europa e de quem a quer dividir e enfraquecer.

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