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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Substituir os rankings pela inclusão

17.01.19

 

 

 

Substituir os "rankings pela inclusão como a medida principal na avaliação externa das escolas", como diz o Público, é uma decisão que só peca por tardia. Há muito que se sabe que "os resultados dos alunos em exames não avaliam escolas". Mas não basta substituir. É necessário incluir três variáveis inquestionáveis: a inclusão é, antes de mais, uma obrigação da sociedade e só será bem sucedida na escola se se dirigir a todos - alunos, professores e outros profissionais - e se a avaliação externa estimular a desburocratização. Já temos história suficiente para perceber que foi a hiperburocracia (e a desconfiança nos professores) que provocou o instabilidade de programas de inclusão e a documentada exaustão de todos; alunos também. Simplificando: quantos professores leccionam turmas do 8º ano? Qual é, hoje, o saldo orçamental da escola e em modo digráfico? Se uma escola não tem respostas deste género à distância de um clique, nem vale a pena continuar a avaliação externa.

Mas esta substituição remete-nos para um dos fenómenos escolares mais chocantes da última década. Os rankings "estimularam" a exclusão de alunos de quem se esperava fracos resultados académicos (incluíndo os da educação especial). O choque foi da responsabilidade de profissionais pagos integralmente pelo orçamento de estado em escolas públicas ou nas tais "privadas". Espera-se que esta substituição atenue o fenómeno.

 

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Um post em rascunho

17.01.19

 

 

 

Publiquei um post que ainda estava em rascunho. Peço desculpa a quem passou por aqui. Voltarei a publicá-lo quando estiver concluído.

Tráfico de influências

17.01.19

 

 

 

Imagina-se que será muito difícil provar crimes de tráfico de influências. Armando Vara, que continua a declarar a sua inocência, foi o primeiro português acusado de tais crimes e com a unanimidade de todas as instâncias judiciais. "É um momento triste para o exercício político" na nossa democracia, mas importante para o poder judicial; mais ainda numa democracia tão mediatizada. Apesar desta condenação, continua vigente na sociedade a sensação de impunidade para este tipo de crimes. Espera-se que seja um sinal de que a justiça tem mais instrumentos para ser célere e igual para todos.