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Correntes

em busca do pensamento livre

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Western: um filme de 4 estrelas

30.06.18

A plataforma de sindicatos ouvirá os professores

29.06.18

 

 

 

A plataforma de sindicatos ouvirá os professores para decidir sobre a exigência de recuperação de todo o tempo de serviço. O estado a que chegámos motiva as interrogações: mas esta fortíssima greve tinha outro destino? Ainda há dúvidas?

Repitamos, para não nos esquecermos de que existe um executivo: onde esteve a mesa negocial desde Outubro de 2017? Não se sabia da possibilidade de um faseamento? Não se sabia da possibilidade de acelerar aposentações usando o tempo de serviço como crédito mas sem prejudicar quem não está nos escalões mais acima? E ficávamos aqui a debitar mais caracteres sobre o mesmo e a propósito das contas sem engenharia financeira. A sensação é que tudo se joga nos momentos do orçamento e que o trabalho de casa não se realiza a tempo. Os partidos políticos, como primeiros decisores, negoceiam, querem condicionar (ou são mesmo assim as hierarquias) os sindicatos e perdem a noção do real; ou então, é o resultado de mais de uma década a institucionalizar a ideia de só se estudar para os testes.

É também por isso que se teme a municipalização

29.06.18

 

 

 

Para além do resultado da investigação que vai ler, há toda uma teia de influências com base no caciquismo, na corrupção e na partidocracia. É visível e não é de agora. Mas se ler a notícia, verá que há mais motivos para temer o futuro com a municipalização porque as novas gerações incluem "bons" alunos: "Ex-JSD suspeitos de criarem uma teia de influências nas autarquias. Objectivo desta rede era angariar negócios, mas também financiar o próprio PSD. Socialistas também terão participado no esquema".

"Centeno quer funcionários públicos mais motivados e a faltar menos"

28.06.18

 

 

 

""Centeno quer funcionários públicos mais motivados e a faltar menos". O ministro das Finanças defendeu hoje funcionários "mais motivados", uma cultura organizacional "mais proativa" e programas de saúde ocupacional que combatam o absentismo por doença ou acidentes de trabalho", diz o Expresso. A notícia é longa. Não sei se Centeno excluiu a educação desta entrevista, mas no caso escolar as componentes críticas estão há muito identificadas. Absentismo? Mais do que conhecidas as causas. Cultura organizacional? Também estão bem identificadas as viráveis a mudar, embora os serviços centrais do ME "concluam" o contrário. Há anos que ajudam a descer com uma deriva info-excluída. É preciso alterar para escalas organizacionais com dimensão civilizada, humanizada e desburocratizada e com ambientes democráticos consolidados como a base para o que Centeno deseja. A menos que o ministro também já tenha sido absorvido pelo centralismo democrático neoliberal do eurogrupo.

A imagem que se segue é a que acompanha a notícia. Talvez seja isso: o ministro está a brincar.

 

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"alterar a idade da reforma dos professores é “caminho possível”, admite Governo"

27.06.18

 

 

 

Há muito que se conhece o imperativo da alteração da idade reforma dos professores. A SE Alexandra Leitão declarou hoje, ao que saiba pela primeira vez publicamente, numa entrevista ao Público - que tem um título que escolhi para o do post - : Uma coisa é despachar processos a uma mesa e outra é dar aulas a crianças." Ou seja, os professores são reconhecidos, obviamente, como corpo especial.

Há dias, terminei assim um post sobre a posição do executivo na contenda com os professores: "Agora, terá de ser célere e inteligente numa solução salvífica para as faces". 

Ou seja, há cerca de um ano que as negociações efectivas, e com publicitação dos detalhes, deviam ter começado. Não foi assim e a situação agravou-se. A mesa negocial perdeu o controle. Dá ideia que os professores andam a ser moeda de troca na concertação social, entre os partidos da geringonça, com o PSD e o PR. Mas não basta discursar sobre os milhares de professores que já deviam estar reformados, que não aumentam a massa salarial com a recuperação de tempo de serviço e que até o podem converter em créditos para a aposentação. É necessário que isso se concretize numa proposta. Por outro lado, há outros milhares de professores que estão entre o 1º e o 8º escalões que devem recuperar, mesmo com faseamento, os anos em discussão. Já se percebeu que não são os milhões de euros divulgados; muito longe disso. E há ainda um imperativo final: esta greve é dura. Que ninguém duvide disso nem o menospreze. É impressionante o grau de adesão. Merece, repito, que a mesa negocial, por iniciativa do executivo, seja célere e inteligente numa solução salvífica para as faces e que se decida algo de importante até ao final da semana.

vitória nos serviços mínimos?!

26.06.18

 

 

 

A situação é grave para a democracia e para a educação. O colégio arbitral decidiu por unanimidade. Considerando a sua composição, a plataforma de sindicatos fica novamente numa posição muito difícil (como aconteceu há dias com a surpreendente rejeição do PCP em relação à ILC). Há uma certeza: a não recuperação do tempo de serviço colocou os professores no limite da paciência e a saturação traduziu-se na forte adesão às greves. A radicalização de posições cresceu e agudizou-se. Se existe uma contenda jurídica e uma discussão financeira, também há uma vertente política e eleitoral. É por isso que falar de vitórias (só vejo perdedores neste clima de desesperança), é não só precipitado como desconhecedor do estado do sistema.

"Colégio arbitral decreta serviços mínimos para os Exames Nacionais"

26.06.18

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