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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

E Ovar ainda existe?

15.01.18

E Londres ainda existe?

14.01.18

 

 

 

E Londres ainda existe?

A dúvida impõe-se com os argumentos, e os desenvolvimentos, pró-Brexit. Mas não só. É que, e entretanto, Trump eliminou Londres (embora o motivo desta pós-verdade seja indissolúvel: o edifício da embaixada dos EUA em Londres) e a incerteza cresceu. Como a absolutização do digital, o recente fenómeno do melhor restaurante londrino vulgarizou-se. Dever ser isso. O espaço tinha um site com ementas do outro mundo, imagens apelativas e os melhores comentários de clientes. Projectou-se, em quatro meses, para o primeiro lugar no Trip Advisor e atingiu o topo. Só que o restaurante não existia. Foi toda uma engrenagem com dados falsos ou manipulados. O facto reforça a dúvida inicial. Mas convenhamos: o melhor restaurante londrino foi uma notícia falsa precisa e humorada. Mas veja o vídeo com a entrevista ao criador (com uma fisionomia na linha de Boris Johnson e Donald Trump).

 

 

da subtracção

12.01.18

 

 

 

 

O tratamento da informação no sistema escolar não se adequa à sociedade da informação e do conhecimento. Está longe disso.

Grande parte da informação obtida não é relevante para o processo de tomada de decisões, nem contribui para que os professores, principais fornecedores de informação, concentrem a energia na preparação e realização das actividades lectivas.

Exige-se a alteração do que existe. Os sistemas de informação necessitam de uma grande depuração com um objectivo de sentido contrário ao habitual: escolher os campos de obtenção de informação essencial (que são muito menos do que os que existem); e é fundamental impedir a repetição no lançamento de dados: do nome do aluno às classificações que obtém até aos conteúdos dos relatórios mais diversos. É uma reforma essencial.

 

(Já usei esta argumentação noutros posts)

É inclassificável o que o Governo faz aos professores

11.01.18

 

 

 

Custa acreditar que o Governo, por questões financeiras (seria ainda pior se houvesse uma atitude revanchista coordenada pelos mesmos do período 2005-2009), use a avaliação kafkiana do desempenho dos professores para bloquear descongelamentos e progressões. Era preferível dizer que não existem euros suficientes e aplicar o princípio a toda a administração pública e não apenas aos professores. Ou seja, continua o raciocínio: excluímos os professores e desenvolvemos o calendário eleitoral. O vídeo seguinte explica bem os detalhes.

 

 

Ter, ou não ter, uma carreira

10.01.18

 

 

 

 

"Ter uma carreira" tornou-se politicamente incorrecto na década de oitenta do século passado e as "novas políticas de gestão pública" aplicaram a precarização. "Ter uma carreira" foi menorizado através do "não há empregos para a vida". Há uma geração, hoje nos quarenta, que já duvida da bondade do conceito. Os da geração seguinte ainda aceitam e assumem a ideia até que a idade avance. E por que é que inscrevo gerações? Porque os que iniciaram a dúvida já intuíram que são descartáveis e substituíveis pelos mais jovens com argumentos financeiros ou de imagem. A precarização retira rede quando ela se torna imperativa. Para além do que foi dito, será grave que as administrações públicas continuem a perder carreiras que exigem histórico de saberes e maturidade nas decisões.

 

(Já usei esta argumentação noutros posts)

do regresso da interdisciplinaridade

09.01.18

 

 

 

 

O regresso da antiga flexibilidade curricular entrou na agenda mediática. Discute-se o efeito nos alunos e nos métodos de ensino. Compreende-se. Mas isso representa uma pequena parte do problema. Os alunos vão aprender como sempre e relacionarão, também como sempre, o que aprendem nas diversas disciplinas. Os professores vão ensinar com os métodos de "sempre". Aumentará a possibilidade de tratar um tema do programa de diversas disciplinas num mesmo momento, a exemplo da extinta área de projecto. Poderá ser positivo.

Mas grande parte do problema, e o que conduziu ao inferno a anterior experiência de gestão flexível dos currículos, centra-se na organização. Na marcação, em catadupa, de reuniões de agenda repetida, no tratamento da informação e em dois verbos infernais: articular e registar. E nada se lê sobre isso como componentes críticas. Pior: teme-se que nada se tenha aprendido. Há variáveis organizacionais que não correspondem directamente à análise dos resultados dos alunos nem aos métodos de ensino: são de gestão pura e dura. Os dois verbos referidos são modismos da linguagem escolar que determinam o "estar muito tempo juntos", mesmo que aconteça sem qualquer visão ou estratégia, sem instrumentos modernos de gestão e em reuniões de informação repetida. São dois verbos que remetem a burocracia escolar para o lugar dos procedimentos inúteis e do faz de conta. Quando se ouviram as conclusões dos arautos do duo verbal, encontrou-se pouco mais do que a socialização dos professores.

 

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Frase de #banksy

Imagem obtida em Agosto de 2017

 

(Já usei esta argumentação noutros posts)

Não lecciona aulas; lecciona minutos

08.01.18

 

 

 

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A aula foi de 50 minutos durante décadas. Em 1998, decidiu-se por mais "tempo de aula" e inventou-se a de 90 minutos (2 aulas). Como havia disciplinas com 1, 3 ou 5 aulas semanais, criaram-se as de 45 minutos. Ou seja, a redução de 50 para 45 originou um irresolúvel imbróglio de 5 minutos que transitou entre governos até Nuno Crato. Aí, os professores passaram a leccionar minutos em vez de aulas numa eloquente homenagem ao anti-simplex. Gerou-se uma tortuosa contabilidade que os agentes escolares tentaram ignorar.

Quem leu o último "despacho de flexibilização curricular" ficou apreensivo. Por distracção ou desconhecimento, as matrizes curriculares projectaram aulas de 50 com aulas de 45 em disciplinas do mesmo ciclo; a confusão seria idêntica em ciclos diferentes que usassem os mesmos espaços.

Mas por que é que não se acaba com os horários ao minuto? Alunos, disciplinas e professores têm x aulas semanais (45 ou 50, ou 50 e ponto final) e ponto final. E as reduções dos professores? Se um professor lecciona 22 ou 25 aulas semanais, o seu posicionamento na carreira, e a sua idade, reduz-lhe y aulas por semana. Mas é preciso estudar regressões lineares múltiplas para simplificar estas variáveis? Entristece a sucessão de oportunidades perdidas. Ainda sobre o despacho, observou-se o "linguajar bem pensante dos excessos das ciências da educação", que persiste e aglutina o que tem más provas dadas, que se tornará um pesadelo em associação com os "atavismos das ciências da administração".

 

(Já usei esta argumentação noutros posts)