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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

das preocupações com a gestão do currículo

30.11.17

 

 

 

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2ª edição - revista.

 

O regresso da flexibilidade curricular cria legítimas preocupações, tal o pesadelo burocrático que enredou a última experiência. A imagem acima é elucidativa. Inscreve-se, em 1, um registo do plano curricular da turma em "forma sumária", mas lê-se o 2 e os seguintes e até arrepia.

Para além das questões didácticas, há que conhecer o método. Prever a organização, eliminar patamares informacionais inúteis e não dar espaço à ideia de faz de conta ou de logo se vê.

Importa sublinhar que o simplex dois refere a plataforma digital única. Isso exige um período de análise e programação que envolva todas as entidades que obtêm informação, desde logo a Inspecção-Geral da Educação (avaliação externa), que deve estimular as boas práticas no tratamento da informação e não o contrário, o MISI, os outros serviços centrais do ME, as empresas que comercializam software de gestão escolar e as escolas. É por aí que se deve começar.

Recordo um post de 8 de Julho de 2016.

"Aceitei estar aqui, mas tem de me deixar explicar tudo", disse MdCR, em representação da ministra Lurdes Rodrigues, para Fátima Campos Ferreira num prós e contras da RTP1 no auge da guerra da avaliação de professores (2008). E explicou: "pela primeira vez há uma avaliação com rigor: pontuação de 1 a 10 e quotas. Criámos 4 dimensões na avaliação. Para cada uma há 5 domínios (20 no total). Tudo pontuado de 1 a 10. Aplicam-se as quotas. O resto é com as escolas."

E o que era o resto? Para cada domínio (20 no total), havia 5 indicadores (100 no total). Para cada um dos 100 indicadores, existiam 10 descritores (1000 no total) para cumprir com rigor a pontuação de 1 a 10.

Este sumário do inferno encontra sinais de um qualquer retorno? É bom avisar antes que seja tarde quando se começa a perceber o programa para o sucesso escolar. E era uma pena, convenhamos que era. O pior eduquês tem tendência para começar na estratosfera central e ganhar asas até nos locais mais recônditos.

"a luz dos astros, essa não morre"

29.11.17

 

 

 

 

 

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(imagem com autor desconhecido)

 

 

Uma lâmpada cheia de azeite vangloriava-se,

uma noite, perante os que passavam ao pé de si,

que era superior à estrela da manhã,

pois projectava uma luz mais forte que todas.

De repente, sacudida por um sopro de vento

que se levantou, apagou-se. Alguém, que a reacendeu,

disse-lhe: "Brilha, mas deixa-te estar calada, ó lâmpada;

a luz dos astros, essa, não morre".

Bábrio

 

Antologia da Poesia Grega Clássica (2009:465).

Tradução e notas de Albano Martins.

Lisboa, Portugália Editora.

(1ª publicação em 28 de Novembro de 2010;

desta vez é dedicada ao meu amigo Gil,

astrónomo amador e residente em A-dos-Francos,

que morreu em 25 de Novembro de 2017, e também ao

Zé Pedro (1956-2017) dos Xutos & Pontapés.)

É o OE2018, a seca, o black friday, o zimbabwe e os professores

26.11.17

 

 

 

"Assim vai o mundo", era o título do documentário que antecedia os filmes, nas salas de cinema, quando era miúdo. Ficávamos a conhecer os temas principais do mundo noticioso. Entrei há pouco no Público on-line e não resisti a captar a página inicial; tem uma espécie de documentário com um panorama do mundo em cinco tópicos cimeiros: OE2018, Seca, Black Friday, Zimbabwe e, claro, Professores.

 

 

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o fanatismo é previsível

25.11.17

 

 

 

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O cronista é conhecido pela oportunidade de "pogrom". Fá-lo com fúria especial se pressentir o vocábulo professor. Não lhe interessa o estudo comparado ou o conhecimento dos detalhes; nesta fase, nem sequer se os professores eram os excluídos da viagem no tempo dos descongelamentos (como se previu na reabertura, logo em Setembro, da época oficial da caça ao professor). Nada. Criou de imediato a alternativa sem o ónus da prova. Certa vez (2011), o "pogrom-professor" incluiu a verdade alternativa do pagamento de 25 euros por prova na correcção de exames (pagamento eliminado; foi de 5 euros até 2009). Foi depromovido? Não. Continuou alternativo. Ontem, a primeira página do Expresso incluía a cassete dos comunistas-e-sindicatos.

Nota: Maria e José iniciaram o "pogrom-professor". Um Prior do Crato, de cabeça para baixo, prosseguiu-o. Um homem Cristo e um Deus ultraliberal (tem, também para não variar, muitos contratos com o nosso Estado e, quiçá, com estados mais musculados) aquecem o espaço, com o segundo a castigar os "miseráveis professores". O cardápio fanático tem mais figuras (inúmeras, porque uma turba requer quantidade), desde um Júdice com "os professores, essa raça diferente do resto da humanidade", passando pelo "cancro da democracia" de um Beato das Neves, até este "pogromista-militante". Dá ideia que estudaram pela cartilha comunicacional: "lança a polémica em modo verdade alternativa, que isso te dará audiência meu filho"; ou então, sabe-se lá, estão conectados.

Do "protectorado" e dos fantasmas

24.11.17

 

 

 

Há quem repita um hábito do bloco central: o PCP e os sindicatos são os obstáculos à boa governação. Teimam no raciocínio, em simultâneo com a eliminação de qualquer responsabilidade para a bancocracia e para a captura do orçamento do Estado. Nem uma linha nesse sentido. A dívida continua por reestruturar, os credores não se comovem, Bruxelas será "protectorado" de um sistema financeiro mais poderoso e o consumo interno entretém-se com fantasmas. Dá ideia que só somos nação quando pagamos o que devemos com o exclusivo contributo dos do costume.

A opinião de Mário Silva

23.11.17

 

 

Recebido por email devidamente identificado.

 

“Banca vai abater 5 mil milhões ao IRC nos próximos 19 anos. Centeno já mobilizou 9,9 mil milhões de euros para estabilizar a banca. O Governo elegeu a estabilização do sector financeiro como uma das prioridades. Entre empréstimos, garantias e recapitalizações Mário Centeno já mobilizou quase 5% do PIB.” Jornal de Negócios.

 

"Tantos comentadores a vociferar contra os salários dos professores, policias, militares, médicos, trabalhadores nas empresas, que têm de ser mais baixos porque o Estado ou empresas não podem pagar, e depois não têm a mesma indignação perante a organização criminosa bancária? Qual o interesse pessoal dessa gente que tanto tolera este terrorismo económico?
E onde está a indignação do BE e PCP, que sempre atacaram esta tolerância por parte do(s) governo(s) anterior(es)? E vão votar contra ou “engolir um sapo” em prol de outros interesses partidários?
Agora já se compreende porque se invoca falta de dinheiro(!) para o funcionamento dos serviços públicos e salários…
E também se compreende a porcaria de governação que sempre existiu e existirá, perante o panorama partidário que existe…"
 
Mário Silva

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