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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

só hoje?!

30.06.17

 

 

 

"O futebol português é hoje em dia uma bolha financeira", diz Pippo Russo, jornalista e sociólogo italiano, autor do livro "A Orgia do Poder". Só hoje?! E só em Portugal?! Os défices acumulados, e outras coisas mais do tal negócio da alta finança, têm no futebol um pathos que atinge de tal modo todos os sectores políticos e sociais que o torna um instrumento ideal. Até o sportinguista Paulo Guinote faz de conta que não percebe.

Das impressões habituais

29.06.17

 

 

 

As PPP's desenhadas pelas "elites" em associação com o lado-tóxico-dos-partidos foram trágicas e ponto final. Não me surpreendem os seus defensores habituais, nem a recente dissertação de Passos Coelho sobre "a teoria mercantil do eucalipto"; neste caso, espanta-me que tenha sido PM. O que também sempre me espanta é o fanatismo dos 99% de peões. Mal intuíram o fim do luto oficioso em Pedrógão, começaram a contenda para sossego de uma qualquer minoria. 

 

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das fronteiras e dos regimes

28.06.17

 

 

 

"O meu avô dizia que a sua instituição foi democrática durante a ditadura. Enunciava uma fronteira: a forma como a instituição lidava com personagens com espírito pidesco e persecutório. Se as anulava, como era o caso, emitia um sinal fundamental." Ouvi a ideia num debate radiofónico e concordei. Passa-se o mesmo nas democracias. Foi por aí que avançou a discussão. Percebemos que há instituições que rapidamente se acomodavam a uma ditadura, exactamente porque "estimulam" ou "toleram" esses espíritos. As redes sociais modernas alimentam-nos. Aliás, esta fronteira de tolerância e estímulo a esses espíritos é o limite mínimo para definir um regime.

 

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da tragédia em Pedrógão Grande

27.06.17

 

 

 

Confirma-se: "pessoas cercadas pelo fogo e sem assistência devido a falhas do SIRESP", uma das PPP´s (esta com BPN, BES, PT e CGD) que as associadas, "elites" e lado-tóxico-dos-partidos, usaram na delapidação do Estado.

As associadas impacientaram-se com a tragédia. Um "Miguel de Vasconcelos", com o pseudónimo Sebastião Pereira, apressou-se na crítica ao Governo. Usou o "El Mundo" para gáudio da direita ibérica mais extremada.  Por muito que custe, há poucas organizações sem telhados de vidro na lógica do fanatismo. E ainda ontem o diabo deu sinal de si. Bastou um microfone para o desrespeito pelo elementar silêncio perante a dor. É: a tragédia de Pedrógão Grande tem demasiados ângulos muito lamentáveis.

 

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 "Muitos pedidos de ajuda não tiveram seguimento devido a falhas nas comunicações".

Paulo Pimenta. Público.

do simplex escolar

26.06.17

 

 

 

No mesmo dia em que se anunciam "provas de aferição do 8º ano online", divulga-se que "as aprendizagens (também no 8º) na Educação Física passarão a ser objeto de Avaliação Externa no ano letivo 2017/2018". Será uma excepção e uma descoordenação comunicacional. O simplex é positivo, sendo, no entanto, polémico este modo de aplicar provas. O que se anuncia recupera uma ideia - matrículas online que vem do simplex 1 (2006) -, implementada no século passado por muitas escolas e que se tem perdido. Bem pensado, é um ponto de partida para eliminar o inferno da repetição e da redundância no lançamento de muitos dados; e atenuar o burnout. Para isso, será necessário que o Ministério da Educação, a exemplo do simplex 1, não caminhe em sentido contrário à simplificação de procedimentos.

Há mais de uma década nas primeiras páginas

25.06.17

 

 

 

Não há profissão em Portugal alvo de semelhante devassa e desconsideração. Os professores estão há mais de uma década nas primeiras páginas. Desta vez, é uma "junta médica que considera apta uma professora com a doença de Alzheimer". Este clima tem um resultado: o descrédito dos professores, por mais positiva que seja a imagem destes profissionais nos inquéritos mais diversos. Se existia uma imperdoável desconsideração por parte dos partidos do antigo arco governativo (os professores eram muitos e o despedimento de 30% ajustou boa parte do desvario financeiro), os cerca de dois anos de geringonça não se traduziram em qualquer mudança significativa. O prolongamento de uma carreira tão exigente está a provocar situações como a descrita, para além de desenhar um futuro em queda com congelamentos eternos e precarizações de décadas. A inquietação aumenta com o discurso intransigente de deputados do PS que, a exemplo dos trágicos governos de Sócrates e Passos Coelho, divide os professores e recupera o tique do antigo arco governativo: alergia à escola pública e aos seus professores.

 

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