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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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Os prós e contras e a história

08.03.16

 

 

 

Foi comovente ouvir a unanimidade dos jovens adultos emigrados (a maioria contra a vontade) na exaltação da escola pública das últimas décadas (e apesar da descida dos últimos dez anos). Imagina-se a irritação das "elites"; e não só, claro. O "prós e contras" da RTP1 já tem história e o de ontem não foi pioneiro na presença simultânea de Ramalho Eanes e Jorge Sampaio que não se cansaram de sublinhar e reforçar as exaltações referidas. Recordo este post de 18 de Outubro de 2010, também com a presença dos dois ex-Presidentes, em que escrevi assim:

"Quando vejo dois ex-Presidentes elegerem a avaliação de professores como um dos principais exemplos do coma financeiro que atingiu o país, convenço-me que não temos solução. É falência pela certa. Não sei o que Ramalho Eanes e Jorge Sampaio sabem de avaliação de professores, mas sei que a avaliatite situou-se no primeiro lugar das duas ou três causas com que retratam a pré-bancarrota.(...)"

As sociedades seriam bem diferentes se os humanos "perdessem" um minuto a colocarem-se, como na imagem, no lugar do outro antes de sentenciarem o que quer que fosse. Bastavam até duas elementares interrogações: e se fosse ao contrário? E se fossem os outros, por exemplo, a acusarem os ex-Presidentes pelo estado em que estamos?

 

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08/03/08 - Memórias da grande marcha dos professores

08.03.16

 

 

 

 

"08/03/08 - Memórias da grande marcha dos professores" é o título do último livro do Paulo Guinote que li com emoção. Por mais racional que se queira ser na análise de uma obra de inegável importância histórica, é impossível escapar às constantes viagens a um tempo que deixou marcas muito negativas na atmosfera relacional e organizacional das escolas públicas e que levará anos a ultrapassar. Olhando a esta distância, mais se eleva a capacidade de um grupo profissional para resistir a uma confessada guerra em nome das denominadas "Novas Políticas de Gestão Pública" que rapidamente se transformaram, como aconteceu com a tragédia da France Telecom, numa espécie de totalitarismo por via administrativa.

 

Como se imagina, transcrever as passagens mais significativas é uma impossibilidade. Todavia, o Paulo Guinote (2016:61) diz assim: "(...)Em defesa dos professores, durante muito tempo, as vozes seriam escassas e poucos eram os que ousavam sair do alinhamento definido na 5 de Outubro e São Bento; José Gil e Manuel António Pina eram duas notáveis excepções:(...)"

 

E quase a terminar, o Paulo Guinote (2016:321) conclui: "(...)Ao contrário dos que temeram que a abertura da discussão e do debate acentuasse divisões na classe docente, a realidade demonstrou que é mais eficaz a mobilização de um grupo profissional informado, esclarecido e seguro das suas opções do que uma massa acrítica e informada de forma enviesada. A transparência e o rigor são armas mais eficazes para a mobilização do que a névoa e o facciosismo.(...)"

 

O Paulo Guinote (2016:43) inclui o seguinte post do Correntes"Professores a caminho - Caldas da Rainha, 6 de Março de 2008".

 

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