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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Do eterno regresso do elástico

31.03.16

 

 

 

 

"Os críticos do capitalismo selvagem ficam sem argumentos com a alegada corrupção de Lula, Sócrates e afins." É evidente que não. Quem colocou a questão não existe. É um flash mediático. Até a história recente, a da Itália do final do século passado, por exemplo, explica a receita e a separação dos ingredientes. Claro que a esquerda perde, mas não é por falar em nome do povo; a vox populi é para todos ou também não existe. Vou pela segunda. Os professores portugueses conhecem bem os farsantes. Clara Ferreira Alves (2015:53), em "Pai Nosso", adianta: "O mundo é mais curto do que pensamos, é um elástico que regressa ao ponto donde foi esticado."

chegou mesmo ao fim ou há fanatismos mais fanáticos do que os fanatismos mais fanáticos?

30.03.16

 

 

 

"Os debates económicos raramente terminam com uma derrota técnica. Mas o grande debate político dos últimos anos, entre keynesianos (que defendem a manutenção, e até aumento, dos níveis de despesa pública em contextos de recessão), e os austeritários (que pugnam por cortes imediatos na despesa), está - pelo menos no plano das ideias - a chegar ao fim. No ponto em que estamos, a perspectiva austeritária implodiu: não só todas as suas previsões falharam por completo quando confrontadas com a realidade, como a própria investigação académica, invocada para suportar essa doutrina, acabaria por se revelar repleta de erros e omissões e feita com estatísticas duvidosas.(...)"

 

Post de Paul Krugman (The New York Times) de 25 de Abril de 2013.

trabalho próprio

29.03.16

 

 

 

"Os portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros, por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes conquistas, viveu por mais de três séculos do trabalho dos escravos, e que perdidos os escravos era preciso criar uma nova maneira de existência, criando os valores pelo trabalho próprio".

 

Mouzinho da Silveira, 1832

(Citado por Eduardo Lourenço em

"O labirinto da saudade", 1972:9)

 

 

(1ª edição em 22 de Setembro de 2011)

e lá nos havemos de safar

28.03.16

 

 

Este post é de 10 de Junho de 2009. Fico com a ideia que aquela inabalável ideia do safanço deve ser revista.

 

"É tal o estado a que chegou o sistema escolar em Portugal que não me lembro de outro ano assim (talvez aquela saga dos concursos com uma aplicação informática inenarrável tenha algumas semelhanças no domínio da incompetência técnica). Desalento, confusão, inacção e uma série de diplomas legais sem pés nem cabeça que a grande maioria não consegue cumprir e os que dizem que os executam fazem-no a fingir, por temor ou por oportunismo.

 

E lembrei-me de um pequeno vídeo, de cerca de 2 minutos, que nos pode dar alguma esperança e que sublinha um dos motes mais conhecidos da nossa organização: "lá nos havemos de safar"; é só ver o vídeo com atenção e dar asas à esperança.

 

Ora clique."

 

justiça a metro?

27.03.16

 

 

 

 

A justiça deve "adaptar" as decisões aos momentos políticos? Não deve; se o fizer, degrada a democracia e a imagem das instituições.

Se há indício de crime, mais ainda se os ilícitos são comprovados, a justiça deve actuar sem preocupações com as consequências políticas e ponto final; o que foi dito não invalida o escrupuloso respeito pela presunção de inocência dos arguidos nem a possibilidade dos terríveis erros judiciários.

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