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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

em defesa de Cavaco Silva

13.10.15

 

 

 

Cavaco Silva cumpriu a letra e o espírito da constituição. Leu os resultados provisórios, chamou o chefe da força mais votada e mais tarde recebeu, para se informar, o segundo classificado. Como as coligações caducam no acto eleitoral, PSD, CDS, PCP e Verdes vão constituir as suas bancadas parlamentares e Cavaco Silva contará mandatos de deputados. Os "sabonetesPàF e CDU despedem-se dos "marqueteiros" e os eleitores percebem que devem pensar em programas e não na utilidade do voto. É uma vantagem com futuro. Depois de conhecer os resultados definitivos, Cavaco Silva registará os avanços nas diversas mesas negociais e escolherá a maioria estável como não se cansou de sublinhar. Isto é mais complexo do que o habitual? Talvez, mas a "culpa" é dos eleitores, da democracia e da lei. Cavaco Silva terá ainda pensado: não há muro que sempre dure.

 

PS: em legítima defesa: nos 143 posts do Correntes que incluem "Cavaco", este é o único em defesa do ainda PR que terá também considerado, a pedido de Paulo Portas, o CDS como terceiro partido em votos o que dará ao PSD cerca de 27% ou menos (este derradeiro argumento é para sorrirmos um bocado).

Meritocracia, democracia e capitalismo

13.10.15

 

 

 

 

O "excesso" de meritocracia, ou a meritocracia insensata e mergulhada no capitalismo selvagem, elimina a meritocracia como alicerce das sociedades democráticas do nosso tempo. É uma conclusão que vai ganhando força e que não é contraditória. "Desde o momento em que as taxas de rentabilidade do capital ultrapassam de forma duradoura as taxas de crescimento da produção e do rendimento - o que foi o caso até ao século XIX e indiscutivelmente parece voltar a ser a norma no século XXI -, o capitalismo produz de forma mecânica desigualdades insustentáveis, arbitrárias, voltando a pôr radicalmente em causa os valores meritocráticos nos quais se fundam as nossas sociedades democráticas.(...)". Piketti, Thomas, "O capital no século XXI", (2014:16).