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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da segunda vitória do syriza

20.09.15

 

 

 

Olhei para o lado simbólico na primeira vitória do Syriza do mesmo modo que sorri com as vitórias de Obama ou de Corbyn. Percebi que Tsipras e Varoufakis não tinham descido do Olimpo, que iam enfrentar os do "fim da história" numa batalha duríssima mas que nada seria como antes. O Syriza não tinha como plano B a saída do euro que seria um erro político "irreparável" e quiçá trágico. As derrotas do Syriza e de Tsipras e de Varoufakis foram em nome da coragem e da sensatez e os eleitores perceberam isso. Esta segunda vitória eleitoral do Syriza é um sinal de esperança para a Europa e esperam-se mudanças noutros países para que a política europeia seja, no mínimo, plural.

 

do adeus a Crato

20.09.15

 

 

 

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Começou, finalmente e só agora :), a campanha eleitoral. Os nossos calendários são, realmente, de uma complexidade tortuosa e crescente. 

 

Espero que este seja o ultimo post sobre as políticas de Nuno Crato ainda como ministro. 

 

Percebia-se que Crato era elitista, que tinha palas ideológicas e que não conhecia o ensino não superior. Mas o que se tornou ainda mais marcante, foi o uso do que classificou nos seus antecessores como "pato-bravismo": generalizar sem testar. Se nos cortes a eito ou nos alunos por turma estava dominado pelo "além da troika" do Governo (embora tenha dito que "uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade"), já na industria dos exames ou nos concursos de professores o seu dedo populista foi determinante.

 

A industria dos exames perturbou a vida das escolas. Testar implicava fazer como nos países civilizados, principalmente nos exames dos mais novos: escolher umas escolas anualmente, ou umas regiões, e aprender com respeito pelo bem comum. Nos concursos BCE exigia-se um processo semelhante. Mas não. Crato revelou toda a sua impreparação desde início e foi mesmo para além da generalização sem testar como ficou patente na conferência de imprensa com a presença técnica de Laura Loura que apresentaria um "power point" sobre a fórmula do crédito horário das escolas. Anunciou o que desconhecia e a "especialista" em estatística que o acompanhava não encontrou local onde meter uma tal de "pen drive" terminando assim de uma forma risível uma conferência de imprensa inédita e inesquecívelEnfim: uma tragédia feita comédia que se recorda em vídeo.