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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mas por que é que as aulas começam mais tarde?

10.09.15

 

 

 

 

"Mas este ano as aulas do não superior começam tão tarde", dizia-me alguém que habitualmente apontava as escolas como o principal problema do "sistema solar". É verdade: o Governo atrasou o início das aulas para que o caos nas colocações de professores obtenha um silêncio mediático. A história do calendário escolar regista alguns absurdos e acrescenta mais um. Alguém imagina a devastação que provocaria, a exemplo do ano anterior, a abertura dos telejornais com milhares de alunos sem professor? "A aberração chamada concurso  BCE vai de mal a pior, ficaram de fora mais professores do que nos anos anteriores e milhares de professores deixaram de ter vida própria para estarem em frente ao computador à espera de umas listas que ninguém sabe quando saem...", é uma frase que pode ser lida nas redes sociais e que traduz mais uma esperteza do Governo: desconcentrou as listas BCE para "agilizar" o processo e para que seja mais difícil contar as colocações duplicadas. É evidente que o atraso este ano será menor porque não existe o inenarrável erro na fórmula de graduação dos professores. Ou seja, o Governo pensou em "quase tudo", menos em quem concorre e nas suas famílias e nos interesses dos alunos e dos seus encarregados de educação. É como alguém disse: "para este Governo, parece que governar é uma espécie de enganar".

 

PS: só um pequeno detalhe: isto escapa à oposição e nem merece entrar nos debates?

Do debate entre Antonio Costa e Passos Coelho

10.09.15

 

 

 

 

 

Em consciência, e foi notório a meio do debate, Passos Coelho votará em António Costa nas próximas legislativas. Só alguém muito fanático é que terá concluído do debate um resultado diferente. Foi demasiado evidente a conhecida fragilidade do conteúdo da mensagem política de Passos Coelho e o debate salientou ainda o modo impávido como mente e tenta passar pelos pingos da chuva da responsabilidade. Dá ideia que, e como tantas vezes acontece nestas e noutras funções, Passos Coelho nem percebe como exerceu este cargo.

 

Sou franco: desejei a derrota eleitoral dos governos de Sócrates (embora não desejasse um Governo da área política da actual maioria onde jamais votaria) e tenho o mesmo sentimento com esta coligação. Merecem uma derrota "definitiva". Veremos como decorre a campanha e a 4 de Outubro conheceremos a "sondagem" que conta.