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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

dos exames e da repetição do óbvio

02.06.15

 

 

 

 

Nuno Crato, esse misturador do "além da troika" com o Eduquês II, aumentou o número de alunos por turma, cortou a eito em tudo o que achava não estruturante e acentuou a infernização da profissionalidade dos professores. Para além disso, criou, ou permitiu, uma catadupa de exames acrescentados, em alguns casos, de apoios no período pós-lectivo para as crianças com negativas. Os resultados do conhecido mais do mesmo são inequívocos: "foi uma espécie de engodo".

 

Achar que se recupera crianças com apoios entre Junho e Julho testados por uma segunda fase de exames, é algo só ao alcance do mix referido. Turmas mais pequenas, apoios ao longo do ano e professores motivados são ideias despesistas.

 

Não sei se podemos criar algum optimismo.

 

Parece que se prepara uma nova vaga centrada no conjuntural, e justo, "novas oportunidades". Ou seja, nem uma linha sobre a redução do número de alunos por turma, sobre a reposição da sensatez nos currículos e na profissionalidade dos professores ou sequer nessa coisa de "somenos" que é o ambiente democrático das escolas (os socialistas mais socráticos e lurditas d´oiro fascinaram-se com o modelo GES/BES/BCP/BPN/BPP).

 

Dá ideia que não se mexe nisso para se eternizar a necessidade de "novas oportunidades". É que nem algumas pessoas da ciência se convencem mesmo que só terão alunos se aumentarem a base no ensino não superior "regular" e num profissional digno.