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Correntes

em busca do pensamento livre

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PS não nega a AD no programa: omite-a

20.05.15

 

 

 

O programa provisório para a Educação do PS não nega quem governa nos eixos fundamentais, embora omita as matérias que o guião da reforma de Portas oferecia aos "privados" da Educação. O PS tem que andar para convencer os eleitores que não é uma continuidade das políticas Lurdes Rodrigues & Nuno Crato. Há demasiada matéria fundamental que não é sequer financeira e que não recebe uma qualquer linha.

Duas décadas perdidas e muito financiamento esbanjado

20.05.15

 

 

 

Portugal tem, desde meados da década de noventa do século XX, condições informacionais para digitalizar dados sobre os alunos que disponibilizem boa informação que reduza o abandono escolar (sim, foi isso mesmo que leu) e que torne civilizada a atmosfera organizacional. A informação não é tudo nesses domínios, mas é preciosa. Por que é que isso não aconteceu? Desde logo, porque a construção dos sistemas atomizou-se, ficou a cargo do outsourcing e foi desenhada por especialistas em sistemas de informação e comunicação e não por gestores da informação escolar.

Desperdiçaram-se recursos financeiros avultados e o que existe é informação não integrada. Os milhões de dados lançados diariamente nas nossas escolas continuam "intratáveis", produzem parco conhecimento e sustentam algumas empresas comerciais que se apoderarem do mercado e o condicionam. A entropia informacional transformou num "inferno" o lançamento repetido da informação.

A iniciativa, em 2013, no concelho de Odemira pareceu meritória porque tentou reunir numa mesma base de dados a informação sobre os alunos desde a entrada no sistema e porque foi uma websolução. Era importante saber o que aconteceu dois anos depois. Várias escolas perseguiram caminhos semelhantes, mas as constantes alterações na gestão escolar impediram qualquer consolidação que aconselhasse a generalização. Esse objectivo é crucial e é imperdoável que se desperdice mais um quadro comunitário com "soluções" pato-bravistas.

No entanto, a iniciativa de Odemira pode repetir o que existe. E por quê? Porque a informação determinante sobre cada um dos alunos está longe de se esgotar num programa de discentes; e o mesmo acontece com os restantes actores do sistema. O universo informativo da escola como organização inclui horários escolares, calendarização de reuniões, sumários, serviços de apoio social, bibliotecas, utilização de cartões electrónicos, programas educativos individuais, actas de reuniões e por aí fora. E se um sistema não integrar todos os dados, é mais o que se perde do que o que produz conhecimento.

 

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