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Correntes

em busca do pensamento livre

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Cavaco e Passos concordam em descentralizar os municípios

31.05.15

 

 

 

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"Cavaco e Passos têm mais um desejo comum: descentralizar os municípios", sublinhou a notícia áudio. 

 

Será que estes partidocratas querem passar de 308 para 616 numa primeira impressão? Descentralizar os municípios ou o Estado central?

 

Ia a conduzir em pleno município laranja, Caldas da Rainha, na direcção da Foz do Arelho. Fotografei a chegada para recordar que com estas sumidades em administração do território, e com sobejas provas dadas, ainda terminamos descentralizados em pleno oceano.

do sistema finlandês e do nosso

30.05.15

 

 

 

Vale a pena ler a reportagem da revista do Expresso (páginas 42 a 48) sobre o sistema escolar Finlandês. Há, desde logo, uma variável decisiva na Finlândia: uma criança que revele uma dificuldade mais acentuada beneficia de imediato de uma equipa de especialistas. Ou seja: uma municipalização a sério e não como a que queremos implementar em que os autarcas substituem a gestão das escolas para governarem o ambiente local em mais do mesmo (até com 25% da oferta curricular entregue às suas imaginações e sem qualquer linha "à finlandesa").

 

Das muitas questões interessantes, retiro quatro:

 

1. O inferno da papelada. E acrescente ao que vai ler um inferno de burocracia digital com redes informacionais inundadas de ficheiros Word a operacionalizarem tanta complexidade.

 

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2. Há uns estudos recentes que dizem que os nossos alunos que entraram na escola em 1997 eram felizes e obtinham bons resultados (os que não abandonavam a escola, é evidente). Mas os ultraliberais ficam-se pela prosa e têm horror à poesia: a felicidade não se mede, dirão de imediato os mais descomplexados competitivos.

 

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3. Portugal é o único país da Europa onde a carreira do professores é devassada. Na Finlândia é muito valorizada, naturalmente. Mas não é apenas isso, como não me canso de repetir.

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4. Na Finlândia só há exames no fim do secundário (o que é muito diferente de se dizer que não se avalia antes disso ou que não há um clima de exigência e disciplina) e a poesia permite experimentar um "modelo sem disciplinas". Acima de tudo, salienta-se o seguinte:

 

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Por cá, o tratamento dos resultados escolares das crianças já vai em rankings e nem sei mais o quê, a organização das disciplinas afoga-se no "estruturante" com quilómetros de metas e não resisti: trouxe um pequeno texto de Fernando Mora Ramos no facebook (o meu comentário foi curto: Não falta...)

 

"Falta ainda lançar no mercado o campeonato mundial da chucha para lactentes entre os seis e os nove meses apenas para aqueles que já gatinhem e possam - será o objectivo - roubar a chucha ao oponente e mesmo aos da mesma equipa, acumulando um número de chuchas que leve à sua consagração - do gatinhante em causa - como o da Dentada de Ouro na Chucha, ou o Chucha-Mor."

 

próximo ano lectivo vai começar com os professores colocados?

29.05.15

 

 

 

É espantoso como já vai sendo notícia que o próximo ano lectivo começará com os professores colocados. Mas não é esse o mínimo exigível? Só mesmo quando políticos impreparados tomam conta do MEC é que o processo entra em plano inclinado.

 

No próximo período de transição entre anos lectivos haverá colocações às quais puderam concorrer - mas não o fizeram, obviamente - todos os professores dos quadros, mas os "novos professores" serão à volta de 1%. Francamente, nem sei como é que há forças políticas preparadas para usar o processo como argumento eleitoral.

Um tetra anunciado (não 3 mas 4 f´s): futebol, figo, FIFA e fraudes

27.05.15

 

 

 

Se há tempos escrevi que a candidatura de Figo era difícil por enfrentar um poder ditatorial com 16 anos, agora não me surpreendo com a retirada da candidatura nem com o início do escândalo de corrupção que hoje estalou na FIFA

 

Há todo um mistério à volta dos financiamentos da indústria do futebol que já envolve declarações importantes de uma procuradora dos EUA (basta googlar) e até de Senadores da terra do Tio Sam a exigirem, pasme-se, a demissão de Blatter. É mais um sinal da alta corrupção que mina perigosamente as democracias ocidentais.

A confiança nos professores tem alguma relação com a nova moeda?

27.05.15

 

 

 

 

 

"O CEO da Covey Leadership Center e líder do Global Speed of Trust Practice já integrou a lista dos 25 americanos mais influentes da revista Time e esteve em Lisboa para a Happy Conference, onde falou sobre a importância vital da confiança no poder das organizações."(esta frase é duma edição impressa da Pública (2013?) e foi uma cortesia do José Mota).

 

A confiança é a moeda essencial para a economia e os portugueses conhecem bem a asserção.

 

Nos sistemas escolares é a palavra chave desde há muito. A confiança nos professores é decisiva para eliminar, por exemplo, a má burocracia. Mas a desconfiança atingiu um grau ainda mais baixo: a palavra de um professor vale menos do que um qualquer relatório, mesmo que seja um "copiar e colar". Essa quebra de confiança reflecte-se na disciplina na sala de aula. Só a elevação da nossa sociedade tem atenuado a generalização da patologia. A constante degradação mediática da imagem dos professores só é superada pela dos políticos que os desacreditaram e vale novamente a sociedade menos ausente que continua a confiar nos professores (não há estudo que não o evidencie).

 

É um ranking ensandecido. Tudo começa no estatuto do aluno, passa pelo dos professores e pela sua avaliação e prossegue nos modelos de gestão escolar. Se para Stephen Covey é esse o caminho que existe, para o sistema escolar trata-se de o recuperar. Quanto mais tarde o fizermos, mais depauperada ficará a democracia.

gosto de ler coisas assim

26.05.15

do tríptico presidencial de sampaio da nóvoa

25.05.15

 

 

 

Se há dias escrevi que "chegámos a um ponto tal, que os apoios imediatos de Soares e Sampaio prejudicam Sampaio da Nóvoa(...)", hoje concluo que o apoio de Ramalho Eanes torna ainda mais forte a candidatura. Este ex-presidente largamente elogiado nos diversos quadrantes, sublinhe-se, "(...)elogia a "capacidade de liderança", o "carácter forte e bom", a "inteligência superior", as "boas qualidades de temperamento", a "coragem intelectual", a "capacidade de decisão" e a "independência e despojamento(...)".

 

Concordo com o Paulo Guinote que olha "com um enorme gozo" os que "(...)criticam a falta de experiência dele em matérias daquela política pastosa e feita de almoços cúmplices(...)". Não ficam dúvidas: a candidatura de Sampaio da Nóvoa está a valer mesmo a pena.

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