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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da atribuição dos direitos

30.04.15

 

 

 

 

“Como atribuir os direitos ao indivíduo enquanto tal, uma vez que o direito rege as relações entre diversos indivíduos, uma vez que a própria ideia do direito pressupõe uma comunidade ou uma sociedade já instituída? Como fundar a legitimidade política nos direitos do indivíduo, se este nunca existe como tal, se em sua existência social e política ele está sempre necessariamente ligado a outros indivíduos, a uma família, uma classe, uma profissão, uma nação?”.
 
 
 
 

 

Pierre Manent


 

do livro Política e Modernidade 
de José Bragança de Miranda

 

4ª edição do post

com um desenho é mais simples

27.04.15

 

 

 

 

A História nunca assistiu a uma transferência tão volumosa de recursos financeiros das classes média e baixa para a alta. A dívida pública é usada como um dos argumentos estratégicos e os especialistas conhecem a falácia. Nem é preciso recorrer a Joseph Stiglitz. O super-rico dos EUA Warren Buffett, disse, em 2006, que "existe uma guerra de classes, sem dúvida, mas é a minha classe - a classe dos ricos - que está a fazer a guerra, e estamos a ganhá-la."

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uma vergonha (não me sai outro título)

27.04.15

 

 

 

Em 4 de Novembro de 2013 escrevia assim (o título do post é desse dia):

 

A excelente reportagem, "Verdade inconveniente", conduzida pela jornalista Ana Leal da TVI é uma valente defesa de um valor primeiro das democracias: a escola pública.

 

Sabemos há muito a vergonha que se estabeleceu com os negócios da Educação, mas visto assim, de enfiada e em cerca de meia-hora, deixa-nos com uma mistura de tristeza e de raiva.

 

Será possível que, depois de mais este documento passado em horário nobre e na televisão com mais audiência, tudo fique na mesma?

 

Há crianças com a igualdade de oportunidades posta em causa de forma "impensável", há professores com horários zero e com a dignidade profissional severamente abalada e há um desperdício escandaloso de dinheiros públicos agravado pelo estado do país. Gostava que este não fosse o meu país.

 

Tem o vídeo completo aqui.

uma espécie de balanço escolar

26.04.15

 

 

 

 

Com a legislatura a chegar ao fim, ouve-se repetidamente que o diagnóstico dos problemas está feito e que sufragaremos as soluções. Não concordo. Os diagnósticos não são imutáveis e carecem de actualização depois de quatro anos a descer inequivocamente no sistema escolar.

 

Sublinhe-se que a vigente legislatura sucedeu a um período igualmente histórico e nefasto para os indicadores escolares. Mas os números do exercício da actual maioria não enganam.

 

O investimento em Educação já deve estar abaixo dos 3% do PIB. As taxas de frequência baixaram significativamente, depois de décadas com progressos incontestáveis: do básico e secundário ao superior e passando pela escolarização de adultos.

 

A redução no número de profissionais da Educação atinge os 30%. Os que estão em exercício revelam três características: desesperança, envelhecimento e sobrecarga de actividades lectivas e em tarefas inúteis. A reprovação e o abandono escolares aumentaram, não existindo qualquer indicador que inscreva os propalados ganhos em qualidade e rigor.

 

Os cortes a eito mergulharam o sistema escolar num pântano que começou a encher-se com as alterações no estatuto da carreira e na avaliação de professores. A destruição do que existia, e que vinha do século passado, atingiu o auge com os mega-agrupamentos e com o modelo de gestão escolar. A esse propósito, tem interesse a opinião, no Público de hoje, de um membro de uma das organizações de dirigentes escolares:

 

Directores de escola: professores ou boys?

o blogue faz hoje 11 anos com 8359 posts

25.04.15

 

 

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Foi Abril e até podia ter sido noutro mês, mas depois o 25 foi pensado. O "Correntes - em busca do pensamento livre" comemora hoje 11 anos.

 

Tinha outro título em mente. Não me lembro qual, mas recordo-me que estava ocupado. Os planos B, C e D também. Na altura, preparava qualquer coisa das correntes da pedagogia e a ideia da busca do pensamento livre está há muito enraizada.

 

É também uma homenagem ao 25 de Abril. Nada seria como é, e apesar de tudo, sem a coragem dos que o fizeram.

 

Mas o mais importante é que gosto de ter um blogue e de escrever e a rede blogosférica proporcionou-me amizades que doutro modo seriam improváveis.

 

Obrigado aos que passam por aqui.

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