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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

um género de roda

12.03.15

 

 

 

 

Mas não há profissionais menos competentes no sector público? Claro que haverá. Essa não é sequer a questão dos últimos anos.

 

A afirmação falaciosa elevava a gestão apenas por ser privada: fazia mais com menos e tinha o exclusivo da competência, da inovação e da ambição. Até me fui, e vou, beliscando quando mesmo entre as pessoas do público se assistia, e assiste, a uma qualquer ideia de "impossibilidade" quando se apontava, e aponta, algum exemplo de gestão democrática. Nesses casos, se se inclui a democracia na designação já é mau sinal.

 

Há, em Portugal é seguro, um desprezo pelos méritos, inigualáveis na história da humanidade, sublinhe-se, da democracia. Quando há uns poucos anos adivinhávamos a tragédia da desregulação da Educação na Suécia, éramos uns radicais ideológicos. Nesta altura, já são os próprios suecos que se "confessam decepcionados com a privatização da Educação".

 

A "desgraça" da bancocracia acentuou a falácia referida. Claro que existem bons profissionais em ambos os sectores, mas a Educação, pelo seu carácter de longo prazo e de produtos não mensuráveis no imediato, não é aconselhável aos modelos empresariais. Em Portugal têm falido várias universidades privadas a par dos escândalos de privatização de lucros no não superior em cooperativas que precarizaram professores e outros profissionais.

 

Como sempre se suspeitou, os privados faziam mais com menos se não se considerasse a privatização de lucros, o atropelo aos mais elementares direitos laborais e a observação de resultados democráticos de médio e longo prazos.

 

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