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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

a tese do governo está sem norte

03.02.15

 

 

 

 

É natural que o Governo se situe num patamar ridículo para justificar o lesa pátria em que se meteu. Já percebemos que o radicalismo ideológico foi uma mistura de fanatismo com impreparação. O resto saberemos depois. É bom que se sublinhe o óbvio: o Governo, antes de o ser, tentou ultraliberalizar a constituição e com a posse tomada afirmou-se para além da troika e inspirado numa destruição criadora que mudaria para sempre a face económica do país. É natural, portanto, que o Governo esteja sem norte perante os factos introduzidos com a nova Grécia.

 

 

os submarinos 70 anos antes

02.02.15

 

 

 

 

Os sete submarinos vendidos pela Alemanha a Portugal (dois) e à Grécia (cinco) alimentam polémicas sem fim sempre com a corrupção no centro do furacão.

 

Ao ler as "Memórias da II Guerra Mundial" (2011:14. Lisboa. Texto editora), de Winston Churchil, fiquei a saber que na II Guerra Mundial foram destruídos 781 submarinos alemães (525 pelas forças britânicas, 174 pelos EUA e 82 por causas desconhecidas - querem ver que sete vieram parar, 70 anos depois, aos PIGS), 85 italianos e 130 japoneses. Imaginamos que o custo de um submarino possa ter disparado (dito assim para condizer com o assunto), mas impressiona o esforço de guerra dos germânicos, para além da topografia do terror, que acabou num justo perdão da dívida.

 

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Torah; Museu judaico de Berlim; Julho de 2014. 

 

a administração pública é uma multinacional?

02.02.15

 

 

 

 

Uma multinacional financia-se nos mercados, procura paraísos fiscais e obedece aos desejos lucrativos dos accionistas. Para isso, tem uma desequilibrada relação entre receitas e despesas que tem que ser favorável à primeira coluna da folha de cálculo: as receitas. Se os lucros baixam, o financiamento nos casinos exige juros mais elevados e a solução é cortar nas despesas ou aumentar a produção. Em regra, cortar a eito nas pessoas é o que está mais à mão.

 

Se substituir multinacional por administração pública terá um retrato do que se passou em Portugal.

 

E quando falámos de cortes a eito nas pessoas, podíamos acrescentar que é ainda mais grave na administração pública porque há muito que não produz alfinetes como se leu no exemplo de Adam Smith. São inúmeros os exemplos de multinacionais que entraram em espiral recessiva com os cortes a eito nas pessoas. Nas administrações públicas é ainda pior pois alastra-se à economia.

 

A sério que fiz este post antes de ler Ângelo Correia a comparar um Governo com um banco (se fosse agora usaria Sócrates e Salgado para ilustrar melhor o pensamento) e a desdenhar da consistência política do seu aluno Passos Coelho. Reescrevi-o e republico-o para refrescar memórias.

 

 

 

o "syriza" vai chegar à península?

01.02.15

 

 

 

O efeito eleitoral "Syriza" vai chegar à Península Ibérica? A interrogação aumenta de pertinência e o Podemos espanhol parece dizer que sim. Não há muito, as forças portuguesas do mesmo espaço eram um exemplo para gregos e espanhóis, mas uma inflamação de egos, e de identificação do pragmatismo e do programa, atrasou (?) o processo.

 

Há algumas conclusões. Os governos da Península apontam indicadores macro-económicos como vacina anti-Syriza e o caso espanhol até conseguiu encenar o afastamento da troika ou um crescimento acima da média europeia. Mas a ideia que fica é que os eleitores já nem disso querem saber. Estão cansados do mainstream, estão cansados das oligarquias, das rendas e da corrupção, estão cansados dos do costume e da podridão do "legal" aparelhismo que atravessou a sociedade. E quando assim é, e mesmo num país como Portugal em que a maioria silenciosa faz jus à designação, as ondas de choque podem aparecer.

 

 

 

 

 

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