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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

é isso e a roda (o dever da repetição)

04.02.15

 

 

 

 

 

 

A conclusão que acabou de ler é tão óbvia como a necessidade da roda ter uma forma circular. Por mais estudos que se façam, este algoritmo parece-me sensato e difícil de refutar:

 

"(...)A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.(...)"

 

A democracia portuguesa até à mudança de milénio estava a esforçar-se para que a sociedade atenuasse a desigualdade de oportunidades. Mais sociedade e mais escola são contributos essenciais para esbater as tais diferenças. Mas já se sabe: veio o "país da tanga" e os "reformistas" entraram em roda livre tendo como alvo os professores. Foi, paulatinamente, uma razia a que se acrescentou o empobrecimento da sociedade. As nossas "elites" cansam-se depressa com o investimento em Educação.

 

O relatório da OCDE com base no PISA 2012 faz um retrato que tenderá a agravar-se com os cortes a eito perpetrados, embora a redução do número de alunos que frequentam o ensino regular ajuste as estatísticas.

 

Os estudantes portugueses têm conseguido melhorar o seu desempenho nos testes PISA, um exercício repetido a cada três em três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Mas são sobretudo os filhos das famílias com empregos mais qualificados e por isso com mais recursos económicos que conseguem melhores resultados. A conclusão é de um novo estudo daquele organismo internacional, que compara os resultados dos alunos com as profissões dos pais. Portugal está longe de conseguir mitigar os efeitos das diferenças familiares nos percursos escolares, ao contrário do que fazem outros países(...)".

 

 

 1ª edição em 19 de Fevereiro de 2014.

as oligarquias não são uma particularidade grega

04.02.15

 

 

 

Talvez as nossas oligarquias não sejam tão despudoradas como as gregas, mas se olharmos para o mundo bancário ou das empresas, públicas e privadas, a elas associadas, encontramos exemplos semelhantes. A nossa sociedade também foi capturada, mas as tais reformas estruturais continuam por fazer e os problemas agudizam-se. De vez em quando estalam, naturalmente. 

 

"Desde que os partidos políticos passaram a "nomear" as administrações dos hospitais, imperou um silêncio sobre as necessidades mais elementares que é responsável pela tragédia vigente", foi mais ou menos assim que uma voz autorizada caracterizou o estado de plano inclinado que se apoderou de diversos sistemas da administração pública.