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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

os submarinos 70 anos antes

02.02.15

 

 

 

 

Os sete submarinos vendidos pela Alemanha a Portugal (dois) e à Grécia (cinco) alimentam polémicas sem fim sempre com a corrupção no centro do furacão.

 

Ao ler as "Memórias da II Guerra Mundial" (2011:14. Lisboa. Texto editora), de Winston Churchil, fiquei a saber que na II Guerra Mundial foram destruídos 781 submarinos alemães (525 pelas forças britânicas, 174 pelos EUA e 82 por causas desconhecidas - querem ver que sete vieram parar, 70 anos depois, aos PIGS), 85 italianos e 130 japoneses. Imaginamos que o custo de um submarino possa ter disparado (dito assim para condizer com o assunto), mas impressiona o esforço de guerra dos germânicos, para além da topografia do terror, que acabou num justo perdão da dívida.

 

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Torah; Museu judaico de Berlim; Julho de 2014. 

 

a administração pública é uma multinacional?

02.02.15

 

 

 

 

Uma multinacional financia-se nos mercados, procura paraísos fiscais e obedece aos desejos lucrativos dos accionistas. Para isso, tem uma desequilibrada relação entre receitas e despesas que tem que ser favorável à primeira coluna da folha de cálculo: as receitas. Se os lucros baixam, o financiamento nos casinos exige juros mais elevados e a solução é cortar nas despesas ou aumentar a produção. Em regra, cortar a eito nas pessoas é o que está mais à mão.

 

Se substituir multinacional por administração pública terá um retrato do que se passou em Portugal.

 

E quando falámos de cortes a eito nas pessoas, podíamos acrescentar que é ainda mais grave na administração pública porque há muito que não produz alfinetes como se leu no exemplo de Adam Smith. São inúmeros os exemplos de multinacionais que entraram em espiral recessiva com os cortes a eito nas pessoas. Nas administrações públicas é ainda pior pois alastra-se à economia.

 

A sério que fiz este post antes de ler Ângelo Correia a comparar um Governo com um banco (se fosse agora usaria Sócrates e Salgado para ilustrar melhor o pensamento) e a desdenhar da consistência política do seu aluno Passos Coelho. Reescrevi-o e republico-o para refrescar memórias.