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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

Alemães confundem coelho com lebre

31.01.15

 

 

 

 

O facto de Passos Coelho ser o alemão mais irritado com a vitória do Syriza pode ter uma explicação semântica. Coelho e lebre são roedores da mesma família, os Leporídeos, mas aplicados à nomenclatura humana têm funções diferentes, mais ainda nos contos para crianças; o que faz toda diferença e explica tanta soberba. Os alemães confundiram a coisa e determinaram ao coelho o papel de lebre, quiçá influenciados pelo conto em que a lebre, qual estarola, paga a dívida antes da meta enquanto a tartaruga lá caminha dentro das possibilidades.

 

E os alemães já deram provas, até com os submarinos onde a Grécia nos ganhou cinco a dois, de pragmatismo.

 

 

Lebre+e+tartaruga.jpg

 

 

  

  

crato "odeia" professores ou cumpre uma agenda radical?

30.01.15

 

 

 

 

Nunca pensei ouvir um ministro da Educação comentar em público as respostas de um candidato a professor numa prova realizada pelo MEC. Crato fez isso e tentou ridicularizar os professores com uma afirmação risível: deu 20 erros numa frase.

 

Sempre me surpreendi com os professores que publicaram, até nas redes sociais, respostas de alunos. Nunca pensei, repito, que um ministro o fizesse. Dá ideia que a interrogação em título só tem uma resposta: ambas.

 

 

 

a estupidez à solta

30.01.15

 

 

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"Dezenas de analfabetos que gostam de se dar ares fizeram um escândalo com o aparente excesso de erros de ortografia, pontuação e sintaxe dos 2490 professores que se apresentaram à “Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades” (PACC). Deus lhes dê juízo.

Para começar, não há em Portugal uma ortografia estabelecida pelo uso ou pela autoridade. Antes do acordo com o Brasil – um inqualificável gesto de servilismo e de ganância –, já era tudo uma confusão. Hoje, mesmo nos jornais, muita gente se sente obrigada a declarar que espécie de ortografia escolheu. Pior ainda, as regras de pontuação e de sintaxe variam de tal maneira que se tornaram largamente arbitrárias. Já para não falar na redundância e na impropriedade da língua pública que por aí se usa, nas legendas da televisão, que transformaram o português numa caricatura de si próprio; ou na importação sistemática de anglicismos, derivados do “baixo” inglês da economia e de Bruxelas.

De qualquer maneira, a pergunta da PACC em que os professores mais falharam acabou por ser a seguinte: “O seleccionador nacional convocou 17 jogadores para o próximo jogo de futebol (para que seria?). Destes 17 jogadores, 6 ficarão no banco como suplentes. Supondo que o seleccionador pode escolher os seis suplentes sem qualquer critério que restrinja a sua escolha, poderemos afirmar que o número de grupos diferentes de jogadores suplentes (é inferior, superior ou igual) ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos.” Excepto se a palavra “grupo” designar um conceito matemático universalmente conhecido, a pergunta não faz sentido. Grupos de quê? De jogadores de ataque, de médios, de defesas? Grupos dos que jogam no estrangeiro e dos que, por acaso, jogam aqui? Não se sabe e não existe maneira de descobrir ou de responder. O dr. Crato perdeu a cabeça.

Na terceira pergunta em que os professores mais falharam, o dr. Crato agarrou nas considerações tristemente acéfalas de um cavalheiro americano sobre “impressão e fabrico” de livros. Esse cavalheiro pensa que há “livros em que a beleza é um desiderato” (ou seja, a beleza do objecto) e outros “em que o encanto não é factor de importância material” (em inglês, “material” não significa o que o autor da PACC manifestamente julga). E o homenzinho acrescenta pressurosamente: “Quando tentamos uma classificação, a distinção parece assentar entre uma obra útil e uma obra de arte literária”. A obra de arte pede beleza ao tipógrafo (ao tipógrafo?), a obra útil só pede “legibilidade e comodidade de consulta”. Perante este extraordinário cretinismo, a PACC exige que os professores digam se o “excerto” “ilustra” os dois termos de uma comparação, o primeiro, o segundo ou nenhum deles. Uma pessoa pasma como indivíduos com tão pouca educação e tão pouca inteligência se atrevem a “avaliar” alguém."

 

 

 

 

Cratu sucurreu-se di Prust

29.01.15

 

 

 

Nonu Cratu dis qeu à porfeçores cum binte eros hortográficos núma mêsma frasi. U omem tava poceço cando dize u fonómeno. U inda mistro sucurreu-se di Prust i elebou u ezame. U gineal fransses fasia frazes cum oma uo daus pajinas i Cratu iscolheu u mudelo fransses há cassa dus eros (Cratu fio tamvem influciado pêlus Elénicos reçentes, u inbejoso).

  

 

Figo passa Syriza

29.01.15

 

 

 

 

Figo abriu ontem os telejornais e relegou o Syriza para segundo plano. A candidatura de Figo é vista como um acto de coragem e com o mérito de ser alternativa. Já percebi que o caderno eleitoral não inclui, como devia, os jogadores, treinadores e dirigentes ligados à FIFA, mas que também não se resume ao voto colegial dum comité ou pequena assembleia. Votam as 200 e tal federações nacionais, um voto para cada uma. Deve ser bonito na mesma.

 

Quando li Pedro Santos Guerreiro, ontem no Expresso, a analisar a candidatura de Figo vi que a coisa era séria. Está lá um vídeo que não se pode trazer. Mas o título diz o essencial: o tal poder instalado ficou pelo século passado, para além das constantes alusões aos interesses e capelinhas que valem umas coroas. Figo que se cuide e que olhe para Cristiano Ronaldo que já sentiu na pele as mentiras de Blatter. Para o antigo militar suíço vale tudo, como ficou patente no seu discurso (estava alcoolizado?) em que tentou menorizar CRonaldo.

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