Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

boas festas e um 2015 cheio de esperança

31.12.14

 

 

 

A memória regista acontecimentos de sinal contrário e o olhar para cada ano não foge a essa condição. A saúde dos mais próximos instituiu um ano agradável e só se pode desejar o mesmo para 2015.

 

A actividade cívica continua, e continuará, marcada pela luta em defesa da escola pública. Sei que não é um exercício fácil, mas há muito que percebi que o belo é "sinónimo" de difícil. Ao longo dos anos estabeleci interessantes relações de amizade e isso é precioso.

 

Escolho para estes posts um vídeo que o meu saudoso pai gostasse de ouvir. Sou adepto da esperança e "Hope of deliverance", do ex-Beatle Paul McCartney, cumpre essa opção. Escolho-o pela terceira vez e não será por acaso que o optimismo se colou à pele.

 

Boas festas e que 2015 seja o ano de viragem para um país que não envergonhe a democracia que tanto nos tem custado a preservar.

 

 

 

 

 

rebelião à portuguesa

29.12.14

 

 

 

 

O estado psicológico dos portugueses é de rebelião, embora se fique pela contenção interior e pelo desabafo aos mais chegados.

 

Portugal tem uma população despovoada de esperança, à espera da implosão do que existe e na crença salvífica de uma força externa como sucedeu recentemente com a troika abençoada por quem manda na Europa; alguns até saudaram o acontecimento.

 

A pergunta inevitável brota insistentemente: vivemos a normal brutalidade das decadências?


Se os tempos são propícios à eliminação da autenticidade e à hipocrisia, vírus alimentado no autoritarismo e no salve-se quem puder, ainda podemos acreditar que muito se deverá ao nosso comportamento e à nossa capacidade para resistir.

 



1ª edição em 3 de Julho de 2012.  Reescrito.

 

 

 

da blogosfera - a educação do meu umbigo

29.12.14

 

 

 

 

Estava na gaveta

 

"(...)Para além disso, a anunciada iniciativa de municipalizar a gestão das escolas vai conduzir, de forma inevitável, a um maior grau de homogeneização e indiferenciação dos referidos projectos, acabando com qualquer possibilidade de verdadeira liberdade de escolha por parte das populações. A autonomia das escolas desaparecerá por completo, não sendo a pretensa “descentralização” mais do que a criação de centralismos locais, muito vulneráveis ao arcaico caciquismo e ao favorecimento de clientelas político-partidárias.(...)"

 

E a coisa agravar-se-á se pensarmos que o estado de "salve-se quem puder" é o primeiro critério. É um texto polémico que merece leitura e debate.

 

 

 

do que interessa

29.12.14

 

 

 

Fico com a sensação que a moderna globalização se caracteriza tanto por uma aparente velocidade como pelo excesso de presente, de efémero, de ubiquidade e de instantâneo. Esse estado remete-nos para a intemporalidade do conceito de que tudo o que é sólido se dissolve no ar. Pode ser um tempo para o vagar, para a reflexão e para a construção do que verdadeiramente interessa.

 

 

 

heranças, preconceitos e ideologias

28.12.14

 

 

 

 

Os 48 anos da ditadura do século passado consolidaram uma sociedade amedrontada, desconfiada do exercício da cidadania, temerosa do contraditório, alojada na corrupção, desrespeitadora do Estado e do bem comum e que não considerou a organização um valor precioso. É evidente que para esse estado também contribuíram outros factores históricos.

 

A jovem democracia, que ainda regista números escolares que envergonham, demorará, se tiver tempo e engenho para isso, gerações a atenuar.

 

Existem preconceitos que parecem "guardar" a sociedade que descrevi, que supervisionam a ousadia e a poesia e que reagem ao novo com medo da não conservação da herança. Controlam os danos de forma subtil: classificam de ideológico, dando-lhe uma conotação pejorativa, o que inquieta ao mesmo tempo que se põem a salvo da "radical" catalogação.

 

É a forma ideológica do mau conservadorismo. Existe em modo silencioso e espera a redenção com a chegada "anunciada" do regime protector de todos os males do mundo.

 

 

 

da causa pública

27.12.14

 

 

 

Uma componente crítica da democracia portuguesa é a excepção no exercício da causa pública: não é usual o exemplo de estar para servir, em que se sai como se entrou e sem "pensar" no que vai acontecer depois. É difícil encontrar exemplos em que coabitaram a humildade e a honra e com ideias que resultaram em práticas aglutinadoras.

 

 

 

 

da origem da crise

26.12.14

 

 

 

 

 

É sempre importante ouvir uma voz que se espera algo distanciada a discorrer sobre a crise vigente. Richard Koo Nomura faz uma análise muito curiosa sobre os problemas de competitividade dos países do sul da Europa; e podemos incluir a "estratégia submarino".

 

”A Crise europeia começou com um gigantesco resgate da Alemanha pelo BCE”, diz Richard Koo Nomura, economista Taiwanês e norte-americano, residente no Japão, especializado em balanços de recessões. O economista-chefe do Nomura Research Institute, braço de pesquisa da Nomura Securities, em Tóquio, olha de um outro modo para o chamado “problema de competitividade”  dos países do sul da Europa nesta muito interessante análise.

Ao invés de um problema inerente a esses países, Koo diz que o que aconteceu é que após o colapso da bolha tecnológica de 2000 (que afectou muito a Alemanha) o BCE utilizou uma política monetária excepcionalmente solta para estimular a economia, de modo a que a Alemanha não tivesse de reavivar a sua economia através da política fiscal.

Embora essa politica monetária não tenha feito muito internamente pela Alemanha (em recessão), ajudou a resolver as bolhas na periferia, que passou a ter uma maior facilidade de investimento, ajudando ao boom das exportações alemãs e colocando os países periféricos em dívida.(...)".

 

 

 

 

Pág. 1/6