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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

A intenção vigente de mercado municipal explica a bancarrota?

14.11.14

 

 

 

Os últimos governos da AD alteraram a lei orgânica do MEC.

 

Durão Barroso eliminou 27 centros de área educativa (CAE´s) quando começavam a ter massa crítica, "colocavam professores na hora" (imagine-se se tivessem a facilidade dos meios actuais) e "caiu" na Educação por causa dos concursos de professores. Passos Coelho extinguiu 5 Direcções Regionais de Educação (DRE´s), que deviam ter sido eliminadas em vez dos CAE´s, quando começavam a perceber a sua nova função e "caiu" na Educação por causa dos concursos de professores.

 

Tudo implodido, eis que a mesma área política tem uma epifania de 180 graus e inventa um quadro orgânico com 308 agências municipais descentralizadas (sim, 308 porque nós somos uns 400 milhões; essa coisa dos 10 milhões e da quebra de natalidade é só para impressionar o pessoal dos fundos) depois de ter assinado centenas de contratos de autonomia com estruturas escolares desconcentradas. É confuso, sei disso, mas é mesmo assim. As trapalhadas são ininteligíveis.

 

Só mais uma nota e uma conclusão: os governos referidos iniciaram os seus mandatos com a divisão do território entregue ao mesmo estratega, como exemplo para a importância que dão ao assunto: Miguel Relvas. A conclusão é óbvia: não estamos na bancarrota apenas por culpa dos outros e a ideia vigente de mercado municipal é uma explicação.

 

 

 Já usei estes argumentos noutros posts.

 

 

Sempre o medo

14.11.14

 

 

 

Raramente uso aforismos nos posts e até as citações não merecem a minha preferência. Gosto mais de utilizar imagens com as leituras que vou fazendo para tentar acrescentar qualquer coisa ao que me apetece escrever.

 

Como dei conta noutra altura, deixei de comprar edições impressas dos jornais. Mantenho apenas a assinatura da Gazeta das Caldas em papel. Mas há excepções. Há tempos, a última página do Público inscreveu um aforismo certeiro atribuído a Epicuro (-341/-270), Filósofo da Grécia Antiga, que diz assim:

 

"Pelo medo de ter de se contentar com pouco, a maioria dos homens deixa-se levar a actos que aumentam mais ainda esse medo".

 

 

 

Segunda edição. Rescrito.