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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

o mec quis implodir a escola pública?

07.10.14

 

 

 

Há duas teorias para o caos nos concursos: incompetência política e técnica ou intenção deliberada de descredibilizar a escola pública. Os erros são de palmatória, compreende-se a perplexidade e, por isso, as  possiblidades resumem-se às enunciadas.

 

Há atenuantes. Os concursos nas TEIP já eram injustos e com os contratos de autonomia havia que dar algum "poder" às escolas; ainda por cima, houve um aumento exponencial das escolas e agrupamentos que assinaram a papelada.

 

A questão deve colocar-se de outra forma e podemos usar a dialéctica para satisfazermos os que encontram no marxismo a causa primeira

 

Existem duas categorias em contradição: os candidatos e os contratantes, mesmo os que rubricaram a substância formada de matérias vegetais ou de trapos reduzidos a massa (vulgarmente conhecida como papel). Um bom princípio será não se sobrevalorizar qualquer das categorias da lógica Hegeliana com o objectivo de ultrapassar o conflito.

 

Havendo horários a concurso por escola ou agrupamento e por grupo de recrutamento, é mais civilizado, mais ainda com os meios ao dispor, que o concurso seja linear, por lista graduada e centralizado. Não há atrasos e reduzem-se ao mínimo as possíveis injustiças. Até os candidatos concordarão com o princípio.

 

Se, pelo contrário e como há décadas se sabe, se realiza um concurso independente para cada horário, sobrevaloriza-se a categoria contratante, cria-se o inferno para os candidatos, não se garante nada de especial e acontece o caos em curso.

 

A intenção deliberada de descredibilizar a escola pública é uma hipótese a considerar. O Governo já comprovou a tendência para beneficiar os "privados" encostados ao Estado (apenas o caso GPS abanou a sofreguidão) e Crato e Casanova são insuspeitos de não defenderem com afinco essa via para chegar ao orçamento do Estado, mesmo que o façam com base na ideologia.

 

A questão fundamental é outra: devem existir excepções de contratação à lista graduada? Claro que sim. Para novas disciplinas ou cursos, para a recondução num apoio muito bem sucedido a um aluno com necessidades educativas especiais e para outras situações em que a recondução bem fundamentada seja óbvia.

 

um secretário deprimente

07.10.14

 

 

 

Vi ontem a entrevista ao SE de Estado do ensino e da administração escolar na SICN e encontrei o vídeo. Impressiona o modo como se desresponsabiliza, mas o melhor é ver o filme. O momento mais deprimente é a resposta à jornalista quando questionado sobre as indemnizações aos professores que pagaram rendas de casa em vão. Aí, o SE foi igual ao que de pior tem a política partidária e que nos empurrou para onde estamos: não posso fazer ajustes directos.

 

 

 

 

 

da implosão de crato

07.10.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui

 

"(...)um secretário de Estado (aquele que agora desistiu de aparecer) cuja função parece ter sido apenas a de estabelecer “pontes” e “diálogos frutuosos” com alguns grupos de pressão na área do mercado da Educação, mas que se revelou sempre de grande inépcia ou banalidade nas intervenções públicas sobre o sector, em especial quando empurrado para falar pelo próprio ministro em audições parlamentares e outras circunstâncias semelhantes.(...)"