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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

fartinho destes estudos internacionais...

28.10.14

 

 

... e não é porque a OCDE veio dizer que temos professores e polícias a mais. Até a ministra das finanças já afirmou que os dados estão desactualizados.

 

O que se percebe é que a maioria desses relatórios, e salvo melhor opinião, servem para alimentar tecnocratas que estão a milhas, a quilómetros, das escolas, mas que têm que fazer os seus estudos.

 

Até se aceitam regressões lineares múltiplas desde que tenham a coragem de publicar as conclusões que nada concluem, e passe a redundância. Se a variável independente não é influenciada pelas dependentes escolhidas, que o digam e que não inventem conclusões de sentido único e ultraliberal. E vamos lá, também temos de gramar umas coisas assim de quando em vez para que o desemprego não seja praga também aí.

 

E há sempre a hipótese do Governo justificar porque é que à entrada de Novembro ainda não conseguiu colocar os professores. Francamente: nunca vi tanta incompetência em simultâneo.

 

 

 

Nuno Crato ainda divide para reinar?

27.10.14

 

 

 

O Governo especializou-se na divisão dos portugueses, convencido da "bondade" do ciúme social bem estimulado.

 

Nuno Crato parece que ainda recorre à receita. Desta vez foi em plena Assembleia da República.

 

Tratou de estimular, para além do referido no primeiro parágrafo, a desconfiança entre pares com a conversa dos professores do topo da carreira que têm horários de 14 horas. Já se sabe: com um estatuto da carreira em bolandas, com as reduções na carreira por idade em estado de sítio e num mês de mais cortes a eito nos salários, o discurso do ministro parece uma receita spin.

 

Só os eternamente jovens ou os que estão anos a fio sem sala de aula é que acham que um professor não deve ter redução lectiva com a idade. O estatuto da carreira tem que garantir mecanismos de redução para os diversos ciclos de escolaridade e para as especificidades das disciplinas que se lecciona. Dá trabalho, mas nunca ouvi dizer que a democracia funcionasse de outro modo.

 

O que Nuno Crato nunca diz é que aumentou os horários dos professores e não tocou no desmiolo legal vigente nas reduções da componente lectiva por idade e tempo de serviço.

 

 

 

 

 

todas as noites com uma hora a mais

26.10.14

 

 

 

Se dependesse de mim, as noites tinham todas uma hora a mais. Gosto da noite e o deitar tarde e tarde erguer é um lema que me custa quebrar quase diariamente.

 

Mas há um estudo, da London School of Economics and Political Science com conclusões que me fazem sorrir:

 

"(...)É que há vários estudos que demonstram que há efeitos positivos em tarde deitar e tarde erguer(...)Segundo Satoshi Kanazawa, um cientista evolucionista,“crianças mais inteligentes tenderão a desenvolver um comportamento de vida noturna, tornando-se pessoas que vão para a cama tarde e que acordam tarde, quer aos dias de semana quer aos fins de semana”(...)Investigadores da Universidade de Alberta testaram a força nas pernas de indivíduos que se deitavam tarde e cedo e descobriram(...)quem se deitava tarde tinha picos de força à noite.(...)quem se deita mais tarde tem um QI mais elevado.(...)"

 

 

 

 

vindo de fora

25.10.14

 

 

 

Não me surpreendi quando o orador apontou o outsourcing (que é predominante nas tecnologias da informação e nos respectivos sistemas) como uma das decisões que mais desvantagens associou ao mundo organizacional na modernidade e que contribuiu para a queda da industria florescente nesse período recente da história: a financeira.

 

A opção pela fonte exterior foi, desde logo, uma auto-certificação de incapacidade.

 

Ter a liberdade de agir sobre os seus sistemas de informação é um valor precioso para uma instituição.

 

O outsourcing em sistemas de informação satisfazia o novo grupo de stakeholders das organizações modernas: os accionistas. O bem-estar destes investidores resumia-se aos lucros obtidos que subiam sempre que havia uma redução de profissionais. Essa decapitação cerebral levou a que a decisão sobre os detalhes da informação a obter passasse para fora. E por mais partilhado que fosse o período de análise dos sistemas, os decisores do exterior podiam sempre responder: "é uma boa ideia, realmente, mas é impossível de concretizar".

 

A dependência externa na definição da informação que deve ser obtida na rede para suporte à tomada de decisões revelou-se fatal e generalizou-se. 

 

São poucas as administrações com condições para definirem os campos da informação e dá ideia que o assunto tem toda a relação com o Citius e com os concursos de professores, para além da comprovada, nesses casos, incapacidade política e técnica dos decisores.

 

 

 

Já usei parte desta

argumentação noutros textos.

 

 

 

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