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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

dos ultraliberais e das narrativas

30.08.14

 

 

 

 

Há pouco tempo, seguramente na silly season, o ultraliberal (agora com menos combustível) Martim Avillez, colaborador do Expresso, disse à Ana Lourenço, na SICN, sobre o caso BES: "É um assunto muito delicado e não podemos opinar com precipitação". O mesmo ultraliberal não se tem cansado de opinar, com pressa e precipitação, sobre a avaliação de professores e a propósito de tudo o que sirva para diminuir a escola pública e os seus profissionais. O costume, digamos assim, nas narrativas da malta ultraliberal.

 

O seu texto no último Expresso tem o basquetebol no título e chamou-me à atenção. Vou directo à narrativa, mas publico a coisa na íntegra. Para poupar os leitores divulgo a parte em causa com sublinhado e tudo.

 

Segundo Avillez, o indiano Vivek Ranadivé (nascido em 1956), bem sucedido em Silicon Valley, é o inventor da defesa individual em campo todo adoptada pelo basquetebol profissional. Esta afirmação é falsa.

 

Segundo Avillez, o citado indiano ensinou às filhas, com sucesso, o sistema defensivo que assim se tornou célebre e adoptado. Pois bem. Há liga profissional desde a década de quarenta do século XX e pelo menos em 1957 (o Vivek tinha um ano e mesmo na Índia não é possível ter de imediato filhas adolescentes e logo duas) já era obrigatória a defesa individual (só mesmo há poucos anos são permitidas pequenas variações) e muitas equipas a usavam no campo todo. Fazê-lo sempre e em todos os jogos é que só nas falácias e narrativas de um ultraliberal.

 

 

 

 

 

 

 

 

merkel intromete-se na vida interna de espanha

30.08.14

 

 

 

 

"Merkel apoia a intenção do Governo Espanhol de bloquear o referendo da Catalunha" numa intromissão inadmissível. É um facto que o caso de corrupção de Jordi Pujol, um catalão muito conhecido, parece permitir estes desmandos mesmo que os catalães sublinhem que o citado indivíduo não é a Catalunha.

 

Dá ideia que Merkel, do alto "seu" Bundestag, domina a nação espanhola e apela a um qualquer pragmatismo principalmente com receios internos (e, claro, com o descontrolo na Ucrânia) e com medo de alguma reedição do que levou às duas guerra mundiais.

 

Comparando Berlim e Madrid, por exemplo, o mais difícil é nomear a capital com mais sem-abrigo, embora os berlinenses pareçam mais treinados a respigar nos contentores do lixo. É evidente que a pujante Berlim, uma cidade-estaleiro tal o número de gruas por quilómetro quadrado, supera no imobiliário-em-construção e nos mini-jobs (diz-se que 1 em cada 5 trabalhadores) e isso deve dar muito que pensar.

 

 

 

 

 

Bundestag, Berlim, Agosto de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

Centro de Madrid, Agosto de 2014.