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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a filipa brilhou na china

20.08.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Filipa venceu o "melhor trabalho de investigação de aluno de doutoramento"("Best student paper award"), numa conferência de nível mundial, a URSIGRASS - 2014, a 31ª Assembleia Geral e Simpósio Científico da União Internacional da Rádio Ciência que está a decorrer (16 a 23 de Agosto de 2014) em Pequim, na China.

 

Recebeu um convite da organização (o que já foi um prémio muito bom), a exemplo de centenas de jovens investigadores, e apresentou um trabalho ("The most general classes of Tellegen media reducible to simple reciprocal media: a geometrical approach") que mesmo em inglês nos parecerá mandarim.

 

Tenho o hábito de dar conta dos prémios ou distinções, académicas ou desportivas, da minha filha Filipa.

 

Este prémio é, sem qualquer dúvida, o mais importante que a Filipa recebeu nos diversos domínios. Não tem mesmo paralelo. Tem uma dimensão que honra a Filipa, o país, a universidade que representa e as pessoas que a têm ajudado nesta caminhada.

 

Este prêmio é atribuído de três em três anos e abrange, por exemplo, tópicos de metrologia, electrónica, radiocomunicação, astronomia, biologia e medicina.

 

A Filipa Isabel Rodrigues Prudêncio está mesmo de parabéns.

 

As imagens do post foram captadas há pouco via Skype e darei mais detalhes oportunamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

o país está no pano verde?

20.08.14

 

 

 

 

Não é recente a sensação de que o país está no pano verde. Os saldos no GES, mais propriamente no BES e nas empresas da saúde e dos seguros, deixam valores da comunidade à mercê do casino puro e duro. E convenhamos: os estados licenciaram os privados para o trio referido com base em dois pressupostos: geriam melhor, faziam mais com menos, portanto, e garantiam uma superioridade ética.

 

A exemplo dos "negócios" da água ou da luz, os denominados "pinga-pinga", o trio em questão obedecia a um simples raciocínio: os licenciados sentavam-se em cima do que recebiam (depósitos das poupanças, doenças ou seguros obrigatórios) e era impossível que saíssem a perder.

 

A entrada da troika coincidiu com a chegada ao poder de uma confessada ideologia radical crente nas virtudes do mercado desregulado. A propagação foi rápida e apoiada em tudo o que era mainstream. Mas mais: quem os antecedeu, achou que ficava "bem-seguir-a-ideologia-única". Os resultados estão aí e não há quem impeça o saque.

da nova moeda

20.08.14

 

 

 

"O CEO da Covey Leadership Center e líder do Global Speed of Trust Practice já integrou a lista dos 25 americanos mais influentes da revista Time e esteve em Lisboa para a Happy Conference, onde falou sobre a importância vital da confiança no poder das organizações."(esta frase é duma edição impressa da Pública e foi uma cortesia do José Mota).

 

A confiança é a moeda essencial para a economia. Nos sistemas escolares é a palavra chave desde há muito. A confiança nos professores é decisiva para eliminar a má burocracia. A palavra de um professor vale menos do que um qualquer relatório, mesmo que seja um "copiar e colar". A quebra de confiança reflecte-se na disciplina na sala de aula. A constante degradação mediática da imagem dos professores só é superada pelas políticas que os desacreditam nas organizações escolares. É um ranking ensandecido. Tudo começa no estatuto do aluno, passa pelo dos professores e pela sua avaliação e prossegue nos modelos de gestão escolar. Se para Stephen Covey é esse o caminho que existe, para o sistema escolar trata-se de o recuperar. Quanto mais tarde o fizermos, mais depauperada ficará a democracia.

acaso

20.08.14

 

 

 

 

 

O Caos toma assento como árbitro.

E o seu juízo apenas agrava

a querela que assegura o seu reinado.

Acima dele, é o Acaso o juiz supremo...

 

 

 

Encontrado num pedaço de papel.

a propósito do 25 de abril, veja-se lá

20.08.14

 

 

 

 

"Em Portugal sabiam tudo, não tinham dúvidas e nem sequer podíamos fazer perguntas. Cheguei a Londres, fui trabalhar como investigadora com os melhores do mundo e eles nada sabiam, estavam cheios de dúvidas e ávidos de quem os questionasse", foi mais ao menos assim que uma investigadora da área de medicina descreveu a sua mudança da Faculdade de Medicina de Lisboa para o melhor centro de investigação no mundo, situado na Grã-Bretanha, durante a ditadura portuguesa (finais dos anos sessenta, princípios dos anos setenta).

 

Este retrato é significativo. O país das trevas, do analfabetismo, da pobreza e dos sabichões, poucos, que constituíam a "elite", não desapareceu. Quarenta anos depois, e com avanços inquestionáveis, Portugal ainda tem que gramar com a presença, por vezes devastadora como se tem comprovado, dos que sabem tudo. É evidente que evoluíram e até revelam uma ignorância: a atmosfera descrita pela investigadora.

 

 

 

 

Kafka contra Kafka: usar a avaliação de desempenho como argumento no processo de horário zero

20.08.14

 

 

 

Um horário zero é uma indignidade. É um processo kafkiano que se instala na profissionalidade e que magoará a mais forte das pessoas. Mas mais: o horário zero é uma desnecessidade financeira (o desinvestimento tem tido reduções financeiras anuais equivalentes a um assessor ministerial com carreira aparelhística no centrão) e só existe por preguiça, e quiçá impreparação, dos decisores centrais. É um exemplo do ultraliberalismo que envia as pessoas para o exterior do meio ambiente e que é, como se comprovou, perpetrado por familiares dos DDT´s. É um péssimo acto de gestão em qualquer ponto de vista.

 

Dito isto, devo sublinhar que me é incompreensível que alguém use as menções de muito bom e excelente nos últimos processos, inaplicáveis e brutalmente injustos, de avaliação do desempenho para justificar a não atribuição de horário zero. É uma espécie de Kafka contra Kafka.