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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mas os privados não faziam mais com menos?

19.08.14

 

 

 

A "desgraça" da bancocracia evidenciou a falácia de que os privados geriam melhor e faziam mais com menos.

 

E já nem me refiro à Educação onde têm falido várias universidades privadas a par dos escândalos de privatização de lucros no não superior em cooperativas que precarizaram professores e outros profissionais.

 

Na saúde, onde o apetite dos DDT´s começou mais cedo, de forma mais agressiva e se manteve mesmo após as sucessivas derrapagens financeiras nos hospitais privatizados, assiste-se ao desmoronar dos "Espíritos Santos da ADSE" que vêem OPA´s mexicanas a comprovarem o assalto ao orçamento de Estado português.

 

Não: como sempre se suspeitou, os privados faziam mais com menos se não se considerasse a privatização de lucros nem o atropelo aos mais elementares direitos dos profissionais. Talvez agora muitos percebam as curvas no ruído sobre os aumentos da quotização mensal de quem alimenta a ADSE.

 

 

 

 

carta aberta a medina carreira

19.08.14

 

 

 

 

Medina Carreira é uma personagem da silly season all the year. É o típico conservador que malha que se farta nos do costume e que se engasga demasiado na relação comunicacional com os DDT. Forma um tríptico com Gomes Ferreira da SICN e com Camilo Lourenço, mesmo que estes dois venham a assumir um qualquer estatuto de "arrependidos".

 

Dei pela existência de Medina Carreira em 23 de Janeiro de 2010 (fui ver o post). Escrevi mais ou menos assim: "...O "Plano inclinado" proporciona um debate, onde também se fala de Educação, moderado por Mário Cespo. Um dos convidados é Medina Carreira. O senhor confessou-se espantado porque quando anda na rua até o reconhecem e, vejam lá, que isso também acontece em Penafiel; este país não está bom, com toda a certeza." O senhor não sabia que em Penafiel se via TV em 2010.

 

Recebi um email com uma carta aberta de um Almirante, presumo que na reforma, dirigida a Medina Carreira. É longa, mas vale a pena.

 

 

"Vem V. Exa. agredindo persistentemente o juízo e a paciência dos funcionários públicos e pensionistas deste massacrado País, especialmente durante as sessões semanais do programa televisivo “Olhos nos olhos”, com uma tal insistência que mais parece ter-se já tornado numa obsessão.

Não pretendendo retirar-lhe o mérito de, desde há longo tempo, vir a chamar a atenção pública para os caminhos errados que sucessivos Governos têm vindo a seguir no descontrolo das contas públicas, principal razão por que chegámos à actual situação de descalabro nacional; não lhe reconheço, no entanto, razão seriamente fundamentada para colocar o ónus dos excessos da despesa pública quase que exclusivamente sobre os aludidos grupos sociais (funcionários públicos e pensionistas).

A sua visão do problema, assente numa mera perspectiva contabilística e não macroeconómica, peca por isso de determinadas distorções que importa denunciar e esclarecer, a bem da verdade e rigor que a delicadeza desta questão naturalmente exige. Para já não falar dos aspectos morais relacionados com os graves erros, maus tratos, ilegalidades e incontroladas prepotências, enfim, a gestão danosa a que as contas da segurança social foram sujeitas por parte de todas as governações após a mudança de regime operada em 1974, que levaram a que alguém responsável já tenha avançado que a dívida do Estado à segurança social (vista em sentido lato) se cifraria actualmente em mais de 70 mil milhões de euros (sem que alguém por isso se tenha alguma vez sentado no banco dos réus), o facto é que, mesmo ignorando esta triste realidade nunca assumida publicamente pelos detentores do poder político, por motivos óbvios, o que mais importa agora é analisar a questão numa perspectiva isenta e objectiva e não distorcer a verdade dos factos com visões subjectivas e parcelares que só contribuem para aumentar a confusão de quem está menos informado.(...)"