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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

o que é feito da malta do compromisso portugal e afins?

22.07.14

 

 

 

 

Quando se tratava de apontar os professores e os funcionários públicos como os primeiros responsáveis pelo desastre financeiro, havia uns movimentos do género "Compromisso Portugal" que tinham aparição diária e que indicavam o caminho unipessoal a seguir. Os modelos empresariais de sucesso - dos homens providenciais - exemplificados por Salgado do BES, Rendeiro do BPP ou Costa do BPN eram receitados diariamente. Tudo em nome de Portugal e da avaliação meritocrática dos funcionários públicos.

 

As perguntas impõem-se: o que é feito dessa malta tão elevada? Estão tão silenciosos e desmobilizados porquê? Então e o país? Já cortaram uns 40.000 professores, mais uns milhares de milhões em salários e subsídios, e a dívida continua a subir? Que é feito dos comentadores alinhados com estas correntes, como Gomes Ferreira, Medina Carreira ou Camilo Lourenço? Não dizem nada sobre este estrondoso sucesso empresarial?

 

É tudo muito miserável.

 

Estamos com uma dívida de 741 mil milhões de euros, cerca de 37% são dívida pública e os restantes 63% dívida privada. Mas mais: os professores foram de longe os mais cortados na administração central, Portugal foi o 3º país da UE onde a dívida mais subiu e a dívida lusitana foi a mais lucrativa do mundo em 2012.

 

 

 

 

 

 

 

do lema: escola pública ao fundo

22.07.14

 

 

 

 

 

O nivelamento por baixo no sistema escolar é tal, que o "abate de professores" (palavras de Pacheco Pereira) disputa as primeiras páginas com a Ucrânia e com Gaza. Há uma década que é quase diariamente assim.

 

O BES e os 741 mil milhões de euros (sim, 741.000 milhões) da dívida (acrescentar pública é para quem quer enganar o pessoal) já são coisas menores. O país está na bancarrota por causa dos professores.