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Correntes

em busca do pensamento livre

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silly season (2) - caução de 500 euros para usar uma bicicleta

21.06.14

 

 

 

 

 

 

 

 

Se um turista quiser usar uma BiConde (designação das bicicletas comunitárias de Vila do Conde) terá de deixar uma caução de 500 euros. O regulamento tem mais detalhes igualmente de primeiríssimo mundo e nem sei se é permitido usar as BiConde na marginal de uma dezena de quilómetros da Vila aristocrática. Passei há uns três anos por lá, já era de noite, e valeu que os candeeiros urbanos não estavam ligados. Tenho ideia que nunca serão. É que são tantos, para aí de cinco em cinco metros nasce um cliente da EDP para explicar a nossa bancarrota, e nos dois passeios que ladeiam a marginal, que se aquela parafernália for ligada não só ficará de dia como ofuscará os satélites que tiverem o azar de apontar para Vila do Conde. Haverá o risco do planeta se deslocar, realmente. Convenhamos que alguém terá de pagar o equipamento urbano.

 

Voltando propriamente às BiConde, tenho ideia que os autores do regulamento (são da família dos candeeiros) rir-se-ão muito com a inteligência ergonómica do jovem que pode ver na imagem seguinte e jamais acharão que os extremos se tocam ou que o mundo é demasiado pequeno.

 

 

 

 

 

 

 

PS: deve considerar-se que começou oficialmente o verão.

 

 

 

 

silly season (1) - coitadas das garoupas

21.06.14

 

 

 

 

 

 

 

Nuno Garoupa parece que é um académico, ainda jovem, prestigiado e preside à Fundação Manuel dos Santos (vulgo Pingo Doce, para abreviar). Para Nuno Garoupa os juízes do TC cometem uma espécie de pecado original: "pensam como funcionários públicos". Ou seja, Garoupa que se preze é descomplexado competitivo, moderno e por aí fora. Esmiuçando ainda mais um bocado, imaginamos que para Garoupa um funcionário público é acomodado, falho de ambição, despreza o sector privado e preocupa-se com pensionistas.

 

Lembrei-me de uma história à volta das Garoupas. Apesar de ter nascido e vivido quase duas décadas a banhar-me no Índico, só pesquei uma vez e logo uma Garoupa com uns três palmos; foi à linha e na doca do Clube Naval da cidade onde nasci. A experiência talvez me projectasse para a caça aos Tubarões e para coisas igualmente grandes e temíveis. Mas não. Fiquei-me pela Garoupa e talvez isso explique o meu destino profissional: funcionário público, falho de modernidade e ambição e um acomodado; ainda acabo numa fundação.

 

PS: deve considerar-se que começou oficialmente o verão.