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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

sucedem-se os casos de terror e escravatura

11.06.14

 

 

 

 

Sucedem-se os casos de terror e escravatura e ficamos sem perceber se há uma qualquer regressão ou se há mais informação. A segunda asserção é irrefutável e tememos que a primeira também e que pode estar ligada ao capitalismo selvagem que triunfou de braço dado com a globalização.

 

É sobre terror a notícia do Expresso que relata a produção de camarão na Tailândia. Gosto muito de caril de camarão e cozinho com frequência com recurso a marisco, com preços muito bons, adquirido nas grandes superfícies. Estou arrepiado com o estado em que estamos.

 

Nem sei se tem qualquer relação com a hipocrisia instalada, mas hoje também se soube que os países europeuscom Portugal incluído, estão a contabilizar o contrabando, o tráfico de droga e a prostituição para darem um ar mais elevado aos números do PIB. Bem. Chamam-lhe economia não observada. Já sabíamos que o faziam com o tráfico de armas, drogas e pessoas nos offshores e afins: Holanda, Suíça e Luxemburgo, por exemplo, mas nem sei se não perdemos o norte aos mais elementares direitos.

 

 

 

 

da redução de alunos nas escolas ditas privadas

11.06.14

 

 

 

Encontrei um encarregado de educação de um aluno que vai para o 5º ano de escolaridade e que tinha acabado de ver a RTP1 (colo o texto da notícia que integra este link - está lá um vídeo - mais abaixo). Depois da conversa lamentou a desatenção, mas as suas interrogações andaram à volta do seguinte: "mas o colégio do Grupo GPS aqui da cidade (Caldas da Rainha) não é privado? Afinal é o Estado quem paga as propinas? E dá lucro? E os professores são contratados sem concurso"

 

A comunicação social continua a fazer eco da decisão do MEC em reduzir 64 das 1809 turmas que integram as cooperativas de ensino. São alunos financiados integralmente pelo Estado, embora a declaração que vai ler ou ouvir baralhe os menos atentos.

 

Diz-se que será uma redução de 1100 alunos. Bem. Se, e a exemplo das escolas públicas, as turmas tiverem 30 alunos, 64 turmas obrigarão a uma redução de 1920 alunos. 1100 alunos é o produto de 44 turmas vezes 25 alunos no máximo.

 

Como sempre se disse, as escolas públicas têm capacidade comprovada, mais ainda depois dos cortes a eito para além da troika, para receberem os alunos que frequentam as escolas do ensino cooperativo. Há inúmeras escolas públicas sublotadas, com professores sobrecarregados e com outros com horário zero e com turmas com 30 alunos. Se isto não é de uma rede escolar "ensandecida", então já não existem palavras para explicar a nossa bancarrota a quem nos visite.