Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

64 em 1809 - é o número de turmas que o MEC quer reduzir nos ditos privados

09.06.14

 

 

 

 

Soube-se hoje que o MEC quer reduzir em 3,5% o número de turmas nas escolas das cooperativas de ensino, as ditas privadas. A comunicação social está a fazer eco da reduzida diminuição, mas a notícia do Jornal de Negócios tem detalhes risíveis.

 

 

 

 

 

 

 

 

da "guerra" no PS

09.06.14

 

  

 

Este post é de 09 de Junho de 2014.

 

 

Ouvi António Costa inscrever o primeiro ponto da sua agenda: "a qualificação da população e o combate ao abandono escolar". Também elogiou a visão estratégica de Guterres e o ímpeto reformista de Sócrates. Se o legado do primeiro é suficientemente distante, o do segundo continua a delapidar a escola pública.

 

Dizem que o elogio do segundo não implica a concordância com as políticas de Lurdes Rodrigues (dito assim para simplificar). Argumentam que até o próprio Sócrates as renegou (demasiado tarde) com Isabel Alçada. Que o erro fundamental esteve na determinação, quase obstinação, com que defendia os seus ministros.

 

Não sei da dependência de António Costa em relação a outras figuras do PS e até se pode acreditar numa qualquer autonomia. A "guerra" no PS está num pico.

 

Já todos percebemos que Portugal terá de regressar rapidamente à escola pública e ao aumento da frequência escolar (até o actual MEC o reconhece, pasme-se, ao reduzir o número de turmas das cooperativas numa medida ainda muito insuficiente). E as lições do péssimo legado de Sócrates são diversas. Se olharmos para a notícia do Expresso que colo de seguida, veremos que, e por exemplo, a má propaganda eleitoral associada à manipulação estatística deu cabo do programa de reconhecimento, validação e certificação de competências na população adulta. É fundamental que António Costa esclareça o tal ímpeto reformista e com que políticas, e em que companhia, pretende dar corpo ao primeiro ponto da sua agenda.

 

 

 Expresso, 7 de Junho de 2014, 1º caderno, página 27

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

do para além do osso e das famílias

09.06.14

 

 

Termos os grandes escritórios de advogados a defenderem o Estado pode ter várias leituras. As mais optmistas dirão: se até aqui eram esses escritórios que inscreviam as PPP´s e afins sempre em prejuízo do Estado, espera-se que regresse a democracia.

 

Mas uma leitura talvez mais realista dirá: o estado a que o Estado chegou é de total delapidação de recursos; a captura da democracia pelos interesses instalados na Assembleia da República e nos governos faz temer o pior e dá ideia que os tais grandes escritórios vêem a diminuição de receitas e deitam a mão a todo o género de rendimentos numa lógica que podemos classificar como "para além do osso" da família do "para além da troika".