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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

paz ao futebol

30.03.14

 

 

 

 

 

 

O futebol pode estar em paz. O BES, o BCP, o BANIF e por aí fora, como outrora também o BPN e os investidores GOLD do BPP, continuarão a alimentar o poço sem fundo da industria do futebol. Haverá sempre russos e árabes para juntar aos offshores regulamentados por quem corta a eito nos do costume. É certo que cortam, mas também se reconheça que lhes dão paz, alegria, emoções fortes e muito para pensar, imaginar, discutir, suspeitar, adivinhar, desmontar e até concordar. E convenhamos: o investimento numa caneleira do Ronaldo tem um valor de mercado superior à despesa com 200 mil pensionistas.

 

 

 

 

 

 

conselho de extravagâncias públicas - o humor irresistível

30.03.14

 

 

 

 

 

Rui Cardoso Martins faz muito bom humor na Revista do Público ao Domingo. Hoje escolheu Teodora Cardoso que inscreveu recentemente uma missão opinativa de "Grande-Educadora-do-Povo-que-a-banca-é-de-gente-de-alto-colarinho".

 

“Há bancos de ideias, bancos alimentares contra a fome, bancos de cardumes de peixe, bancos de esperma, bancos de sangue. Até há bancos que fazem operações bancárias... Finalmente inventaram a ideia de um banco que só serve para taxar impostos e nos descontar no salário, todos os dias.”

 

 

 

 

 

o clubismo repete-se

30.03.14

 

 

 

 

 

 

É frequente, e tolerável, a intransigência clubística no futebol, mas não podemos ter a mesma condescendência em relação aos partidos políticos. Já nos tempos dos governos de Sócrates deparámos com socialistas (muitos professores) que tardaram em aceitar, ou nunca conseguiram, o óbvio da tragédia. Essa espécie de masoquismo diz muito das limitações humanas.

Passa-se algo semelhante nos tempos que correm, embora os defensores da actual maioria sejam ainda mais dissimulados; mesmo no seio dos professores.

 

Um dos argumentos que mais usam para disfarçarem a incomodidade com os cortes a eito, ou até, pasme-se, com a suposta corrupção na relação público-privado, é a redução de alunos. É uma falácia. O decréscimo mais acentuado da natalidade nos últimos três anos só se sentirá no primeiro ciclo a partir de 2017. Existem, todavia, factores transversais: a emigração de 300 mil pessoas em três anos terá "levado" muitos alunos de todos os graus de ensino, há um decréscimo na imigração e existe o empobrecimento. E é bom que se repita: Portugal deve aumentar o número de alunos no 3º ciclo e no ensino secundário e deve reduzir o número de alunos por turma em todos os graus de ensino. Só não regista este argumentário quem, e repetidamente, não vê o óbvio da tragédia.

 

 

 

 

 

 

 

 

do falhanço em toda a linha

30.03.14

 

 

 

 

 

Depois da actual maioria responsabilizar o consumo interno, e os consumidores, pela crise (uma outra forma de desresponsabilizar a corrupção do BPN, do BPP e das PPP´s - e do BES, do BCP, do BANIF e por aí fora -) e de se sentir legitimada para aplicar uma austeridade empobrecedora para além da troika, eis que o BdP vem constatar que a receita maior do pós-troika é o consumo interno. Mas mais: a destruição destes três anos está a ser suportada pelos do costume que a voltarão a pagar mais tarde.

 

É um falhanço em toda a linha e um Governo no seu fim.