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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a democracia a colapsar?

23.03.14

 

 

 

 

São variados e recorrentes os sinais que indicam que a democracia está a colapsar e talvez o desemprego nos jovens adultos seja o mais evidente. Mas o mais chocante é a prescrição dos crimes da malta do "alto colarinho branco". O Público de hoje tem uma ampla reportagem sobre a matéria; este link inclui uma das peças.

 

Sabendo-se dos interesses da maioria dos deputados, é, no mínimo, de bradar aos céus a seguinte admissão:

 

 

 

 

 

Oliveira e Costa, João Rendeiro, Jardim Gonçalves e por aí fora são aqueles casos impensáveis. Já Isaltino de Morais tem outros contornos. Não foi abandonado publicamente. Tem ex-ministros e até um ex-bastonário dos advogados, em campanha eleitoral, é certo, a "advogarem" a sua "injusta" detenção (estes casos recordam-me sempre aquele especialista que comparou Cavaco Silva a Putin; o tempo lá se encarregará, ou não, de confirmar; se é que já não o fez).

 

 

 

 

Jardim Gonçalves tem direito à personagem de ficção de Rui Osório Martins.

 

 

 

E o mesmo banqueiro tem uma foto elucidativa a acompanhar o gráfico da coisa.

 

 

 

 

 

Para terminar o post, escolhi um parágrafo do texto (não está online) do jornalista Manuel Carvalho que não pode ser considerado um esquerdista perigoso e que só para os mais distraídos é que não tem a ver com tudo isto e com o título:

 

 

 

 

 

 

 

do tal de consenso

23.03.14

 

 

 

 

 

Há as mais variadas leituras para as diferenças "insanáveis" entre o PS e o Governo e a campanha eleitoral, que durará, em princípio, mais de um ano, criará ainda mais nevoeiro sobre o acordado e o tornado público. Para além do memorando da troika que se extingue oficialmente daqui a dois meses, existe o tratado orçamental que "amarra" os países do euro e de alguma forma os da união.

 

 

E já se sabe: Portugal pesa pouco no xadrez, mas adquiriu alguma importância estratégica no sucesso da ideia de cortes a eito nos do costume que "liberta" as reformas administrativas em sectores que atingem os aparelhos partidários ou nas negociatas tipo PPP´s que incluem essas organizações que capturaram o Estado de forma sistémica; para além da intocável e corrupta (isto também é comprovado) banca. Sobram os mealheiros, como alguém disse, dos políticos profissionais: funcionários públicos, pensionistas e as classes, média e média baixa, que não conseguem fugir a impostos.

 

 

 

 

 

 

O recorte é do Público de hoje sobre o rescaldo do "Novo rumo" do PS sobre a saúde.

 

O PS diz que diverge de forma insanável do Governo na defesa da escola pública e confirma a sua destruição. Todavia, foi o último Governo PS que abriu todas as portas legislativas a essa destruição, com excepção dos cortes a eito de que nunca se demarcou. É certo que o recente "Novo rumo" sobre Educação prometeu democracia. Mas esse libelo foi coordenado por António Nóvoa e não há qualquer garantia que seja o "Novo rumo" do PS quando voltar ao Governo.

 

Fica a sensação que o consenso com o Governo incluiu, desde o memorando da troika, o despedimento colectivo de 30 mil professores em três anos (uma redução de cerca de 50 mil desde 2005). E é bom que se sublinhe que os professores contribuíram para metade da redução da administração central que permite que os políticos profissionais, e os tecnopolíticos de serviço, se pavoneiem por esse mundo fora.