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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

os professores e o ps

06.03.14

 

 

 

 

Dos 3500 subscritores do "Novo rumo" do partido socialista, 600 são professores. Não me parece que seja uma novidade e o destaque deve ter uma qualquer intenção. Nos professores de todos os graus de ensino sempre houve milhares de socialistas. Não é um crime lesa pátria ser professor e socialista. Há professores em todos os partidos e até nos da actual maioria. Só é negativo quando as pessoas sentem os partidos com uma filiação semelhante à dos clubes de futebol. Mesmo os governos de Sócrates & Rodrigues beneficiaram de apoio na classe docente. As políticas é que eram tão incompetentes que se tornavam inaplicáveis e de uma injustiça brutal.

 

É bom que se sublinhe que as políticas cratianas foram iniciadas por Lurdes Rodrigues. É evidente que os cortes a eito (cortes curriculares, aumentos no número de alunos por turma e nos horários dos professores e mais mega-agrupamentos) são da responsabilidade de Nuno Crato. Mas o que se intui é que se o PS fosse Governo com a troika teria cortado da mesma forma. Nunca se ouviu uma voz discordante e veemente. Pelo que se viu desde 2005, os professores foram os "escolhidos" e as "alternativas" desse partido só acordaram em 2008 e mesmo assim foi um despertar com tanto sono que fica a sensação que adormecerão no primeiro cadeirão.

 

O que é imperioso perceber é se o PS tem vontade e convicção para se desviar das políticas vigentes. E basta olhar para os cortes a eito para se perceber o que há a fazer. Sem isso nada de substancial mudará.

 

 

 

 

 

 

 

 

do absurdo nas contratações de professores

06.03.14

 

 

 

 

 

O MEC quer que os professores que não são do quadro sejam contratados por cada uma das escolas ou agrupamentos com autonomia.

 

Quem ler, e se não estiver por dentro do assunto, que os professores preferem um concurso nacional pelas listas de graduação e que, com os meios ao dispor, uma colocação nunca demorará mais do que dois dias, pensará que os professores são uns conservadores e que têm medo da mudança. Desde que, por volta de 2003, os sociais-democratas-além-da-troika+socialistas-terceira-via tomaram conta dos concursos de professores que a regressão até à década de setenta do século passado foi vertiginosa.

 

A realidade na colocação de professores, que se aproxima de 1978 e que faz terraplenagem de duas décadas de muito conhecimento adquirido, está patente nesta declaração da Associação Nacional dos Professores Contratados:

 

"(...)O dirigente da ANVPC considera a solução “absurda”. "Por um lado, poderá haver escolas com 50 mil candidatos na bolsa de recrutamento, que os directores terão de ordenar de acordo com a graduação e a avaliação que fazem dos currículos, o que é uma impossibilidade prática”. Para além disso, acrescenta, “um professor pode ir parar a 600 quilómetros de distância da área de residência, quando tinha uma vaga perto de casa, só porque o sistema de contratação foi accionado mais rapidamente numa das escolas”.(...)"