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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

francamente

31.03.14

 

 

 

 

 

Francisco Assis, que não há muito parecia "um "Rosalino" a bombardear argumentos ultraliberais" contra os professores, e depois de anos a fio em consenso com os cortes a eito, aparece agora, em período de pré-campanha, a acusar o Governo de ser "ideologicamente extremista".

 

É esta incoerência e oportunismo que origina o descrédito dos políticos (em França parece que 65% da população considera os políticos desonestos) e que abre as portas da eleição democrática aos extremismos (como se verifica em Portugal com o PREC vigente de sinal contrário). A história da Europa conhece bem os resultados destes comportamentos.

 

 

 

 

 

paz ao futebol

30.03.14

 

 

 

 

 

 

O futebol pode estar em paz. O BES, o BCP, o BANIF e por aí fora, como outrora também o BPN e os investidores GOLD do BPP, continuarão a alimentar o poço sem fundo da industria do futebol. Haverá sempre russos e árabes para juntar aos offshores regulamentados por quem corta a eito nos do costume. É certo que cortam, mas também se reconheça que lhes dão paz, alegria, emoções fortes e muito para pensar, imaginar, discutir, suspeitar, adivinhar, desmontar e até concordar. E convenhamos: o investimento numa caneleira do Ronaldo tem um valor de mercado superior à despesa com 200 mil pensionistas.

 

 

 

 

 

 

conselho de extravagâncias públicas - o humor irresistível

30.03.14

 

 

 

 

 

Rui Cardoso Martins faz muito bom humor na Revista do Público ao Domingo. Hoje escolheu Teodora Cardoso que inscreveu recentemente uma missão opinativa de "Grande-Educadora-do-Povo-que-a-banca-é-de-gente-de-alto-colarinho".

 

“Há bancos de ideias, bancos alimentares contra a fome, bancos de cardumes de peixe, bancos de esperma, bancos de sangue. Até há bancos que fazem operações bancárias... Finalmente inventaram a ideia de um banco que só serve para taxar impostos e nos descontar no salário, todos os dias.”

 

 

 

 

 

o clubismo repete-se

30.03.14

 

 

 

 

 

 

É frequente, e tolerável, a intransigência clubística no futebol, mas não podemos ter a mesma condescendência em relação aos partidos políticos. Já nos tempos dos governos de Sócrates deparámos com socialistas (muitos professores) que tardaram em aceitar, ou nunca conseguiram, o óbvio da tragédia. Essa espécie de masoquismo diz muito das limitações humanas.

Passa-se algo semelhante nos tempos que correm, embora os defensores da actual maioria sejam ainda mais dissimulados; mesmo no seio dos professores.

 

Um dos argumentos que mais usam para disfarçarem a incomodidade com os cortes a eito, ou até, pasme-se, com a suposta corrupção na relação público-privado, é a redução de alunos. É uma falácia. O decréscimo mais acentuado da natalidade nos últimos três anos só se sentirá no primeiro ciclo a partir de 2017. Existem, todavia, factores transversais: a emigração de 300 mil pessoas em três anos terá "levado" muitos alunos de todos os graus de ensino, há um decréscimo na imigração e existe o empobrecimento. E é bom que se repita: Portugal deve aumentar o número de alunos no 3º ciclo e no ensino secundário e deve reduzir o número de alunos por turma em todos os graus de ensino. Só não regista este argumentário quem, e repetidamente, não vê o óbvio da tragédia.

 

 

 

 

 

 

 

 

do falhanço em toda a linha

30.03.14

 

 

 

 

 

Depois da actual maioria responsabilizar o consumo interno, e os consumidores, pela crise (uma outra forma de desresponsabilizar a corrupção do BPN, do BPP e das PPP´s - e do BES, do BCP, do BANIF e por aí fora -) e de se sentir legitimada para aplicar uma austeridade empobrecedora para além da troika, eis que o BdP vem constatar que a receita maior do pós-troika é o consumo interno. Mas mais: a destruição destes três anos está a ser suportada pelos do costume que a voltarão a pagar mais tarde.

 

É um falhanço em toda a linha e um Governo no seu fim.

 

 

 

 

 

 

 

barroso culpa BPN, BPP e PPP´s

29.03.14

 

 

 

 

 

Durão Barroso foi taxativo na entrevista a Ricardo Costa do Expresso: tivemos que pedir financiamento para pagar a corrupção no BPN, BPP e nas PPP´s (rodoviárias, saúde, Educação e por aí fora). O jornalista retorquiu: mas os bancos alemães tiveram o mesmo problema. Durão Barroso voltou a ser taxativo: é isso que outros países não nos perdoam. Eles tinham dinheiro para pagar a corrupção e nós não.

 

Ou seja: são os do costume (funcionários públicos, pensionistas e os que não fogem impostos) que pagam a corrupção e a situação é explosiva e insustentável. Não sei se há algum efeito campanha eleitoral nas surpreendentes confissões de Durão Barroso (o presidente com apoio do "arco da governação" fica para outro post) que também afirmou que avisou o actual primeiro-ministro dos limites para certa política.

 

Cavaco Silva (que só admite mais cortes aos que têm salários mais elevados) e o Governo (que diz discutir novas taxas para grandes empresas) afinam pelo mesmo diapasão o que retira algum impacto às declarações do ainda presidente da Comissão Europeia. So faltava termos confissões parecidas de Oliveira e Costa, Dias Loureiro, João Rendeiro, Duarte Lima e familiares.

 

Estas confissões permitem que António José Seguro acuse o primeiro-ministro de persistir em enganar os portugueses e, quiçá, comece a pensar em eleições legislativas em Outubro de 2014.

 

 

 

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