Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

algo mudou no público-privado na educação

27.02.14

 

 

 

 

Se António Barreto afirma que "(...)na educação(...)admite a liberdade de escolha, mas sem que o Estado pague a privados. “Quem quer fazer educação privada que a pague. O Estado não deve pagar cheques ensino não deve estar a subvencionar as escolas privadas, como faz actualmente. O Estado gasta milhões e milhões nisso, nas escolas privadas e acho que não o deve fazer”, afirma António Barreto.(...)" é porque algo mudou no mainstream a propósito do público-privado na Educação. Vem tarde, mas ainda a tempo. Os suecos cometeram o erro de privatização absoluta no início da década de noventa do século passado. Os resultados exigiram o estudo de um processo de nacionalização de escolas. Portugal não entrou num devaneio de privatização como pretendia a actual maioria e parece que as teses da sensatez vão ganhando terreno. Vale a pena ler a notícia na totalidade.

 

 

 

sempre a contra-ofensiva

27.02.14

 

 

 

Podemos agrupar os austeritaristas e o seu contrário (keynesianistas, por exemplo) numa contenda entre racionalistas e empiristas. De um lado a matemática (e recordo a polémica-excel) e do outro a cultura, digamos assim.

 

Os auteristaristas refugiam-se no liberalismo. Leio com frequência quem lhes acrescenta o prefixo neo e são menos os que optam pelo ultra. Tenho escolhido o segundo, como se pode ler aqui.

 

Os austeristaristas são ultraliberais que podemos classificar como ultraracionalistas. Como se pode ler a seguir, este género aplicado à política, e mesmo depois de seriamente abalado, pode derivar numa contra-ofensiva metafísica.

 

 

 

 

 

 

Gaston Bachelard (1976:27). "Filosofia do Novo Espírito Científico".

Biblioteca de Ciências Humanas. Editorial Presença. Lisboa.

 

 

 

heurística em 3d, linhas ou barras

27.02.14

 

 

 

 

 

A heurística, como arte de inventar ou descobrir, pode também manifestar-se em desenhos a três dimensões ou em gráficos com linhas ou barras.

 

A figura que se vê a seguir, e o problema colocado, recorda-me as manipulações de vária ordem dos ideólogos do Estado mínimo. O seu discurso anti-professor e anti-funcionário público em geral não sofre oscilações por mais que se comprovem as inverdades nos números ou nos factos, como foi o caso recente do relatório FMI ou das atoardas do primeiro-ministro e de quem o influencia ou guia directamente.

 

 

 

 

Daniel Kahneman (2011:137), "Pensar, Depressa e Devagar".

Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.

 

 

É mesmo assim. Nem com régua os defensores do Estado mínimo lá vão. A despesa com professores será sempre exagerada e nunca se comoverão com a brutalidade dos cortes já efectuados. Mesmo os que dizem que na Educação já se chegou ao limte mínimo, omitirão essa fatalidade e repetirão o chavão da atracção dos "melhores".

 

Outra forma heurística muito em voga é a demonstração por gráficos. A escolha das escalas, mais ainda no eixo do y, digamos assim, provoca um efeito parecido ao demonstrado por Daniel Kahneman.

 

Vejamos dois gráficos com os mesmos números de alunos matriculados no 1º anos de escolaridade. A diferença está na escala usada no eixo do y e o resultado permite as mais variadas leituras. Repare-se que quem fez o primeiro gráfico é um blogger comprovadamente comprometido com a causa da escola pública.

 

 

 

Este gráfico foi inserido neste post.

 

 

 

 

 

 

Este gráfico é de um leitor do blogue a quem agradeço a colaboração.

 

 

 

1ª edição em 19 de Maio de 2013.