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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

não somos parvalorem

20.02.14

 

 

 

 

Se um cidadão comum quiser remunerar com juros umas poupanças consegue taxas de 2% ou menos. Se pretender mais do que isso, arrisca-se a perder tudo com o risco.

 

Os protegidos pelos mercados compram dívida dos estados e são remunerados a mais de 5% e com todas as garantias dos governos, da Comissão Europeia, do BCE e até do FMI. Os certificados de garantia prevêem esmifrar as classes médias e nem os idosos no limiar da pobreza são dispensados. Ao cidadão comum está impedido o acesso a estes "produtos de qualidade".

 

É avisado que quem festeja a austeridade não faça das pessoas uma espécie de parvalorem. A desigualdade crescente e contínua nunca acaba bem.

avaliação e objectivos

20.02.14

 

 

 

 

 

Metemos umas pilhas alcalinas num telefone portátil da rede fixa e não correu bem: duraram pouco e iam danificando o aparelho. Nada melhor do que ir ao centro da cidade e comprar umas não alcalinas numa loja do comércio tradicional. As incursões, cada vez mais raras, ao centro urbano do sítio onde se vive há mais de duas décadas são viagens no tempo. Ao lado da loja das pilhas sobrevive a renovada Mercearia Pena (since 1909) de visita obrigatória; e a surpresa foi completa.

 

 

 

 

Numa prateleira bem visível dou com embalagens da marca Rajah. Fiquei perplexo. Não são as tradicionais, em cartão, mas o alumínio transporta o milagroso pó de caril que só me chegou importado durante mais de três décadas e que está agora a 10 minutos de caminho pedonal (aproveito para aconselhar a versão medium, pois a hot é muito exigente)

 

 

 

E já que estamos a viajar no tempo, importa sublinhar que Daniel Stufflebeam e Michael Scriven, nos seus estudos (década de setenta do século passado) sobre teoria da informação e definição de objectivos, alertaram para a ASO, avaliação sem referência a objectivos, em alternativa à ACO, avaliação com referência a objectivos.

 

Ou seja, acontecia, e normalmente em programas aplicados por quem desconhecia o denominado terreno, que as práticas provocassem resultados opostos aos enunciados nos objectivos.

 

Valeu-me a ASO, realmente. Avaliei, ou seja, tomei a decisão de comprar as pilhas em local seguro, e atingi-o, mas consegui um objectivo mais importante e não previsto no planeamento.

 

 

 

 

 

 

seguro foi aos mercados

20.02.14

o escritor que perdeu a pátria

20.02.14

 

 

 

 

 

O escritor que perdeu a pátria

 

 

"José Saramago atribuiu-lhe o primeiro prémio literário com o seu nome. Herberto Helder disse que ele era «o único jovem romancista português que conseguia ler». De escritor-promessa da geração de 1990 a persona non grata do meio literário português, eis Paulo José Miranda. Um ilustre desconhecido, agora a viver no Brasil.

 

Não há quem não conheça os nomes de José Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe, Gonçalo M. Tavares ou João Tordo. Mas poucos, muito poucos, registaram, recordam ou conhecem o nome de Paulo José Miranda e da sua pequena obra-prima, Natureza Morta, que em 1999 foi distinguida com o primeiro prémio literário José Saramago. O que aconteceu então a este poeta e prosador que um dia foi considerado o maior valor da sua geração, o herdeiro de Saramago e Herberto Helder, que hoje não encontra editora para os seus livros? Treze anos depois de ter recebido o prémio com o nome do Nobel, Paulo José Miranda fala pela primeira vez à imprensa.(...)"