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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

só porque se ouviu dizer?

18.02.14

 

 

 

 

O mediatizado caso Grupo GPS das relações público-privado na Educação está entregue ao Ministério Público e à Polícia Judiciária. Pelo que sabemos, as investigações das autoridades competentes e da Inspecção-Geral da Educação originaram buscas que envolveram uma centena de agentes e uma dezena de magistrados. Não acreditamos que as forças judiciais e policiais tenham agido com esta dimensão porque ouviram uns boatos. Temos de aguardar pelo desfecho e confiar na justiça. É um caso difícil, mais ainda em termos locais, e as pessoas envolvidas têm o direito à presunção de inocência.

 

Este processo tem anos. Por isso, é, no mínimo, surpreendente que um dos secretários de Estado do MEC afirme que "(...)não se podem lançar sobre as pessoas suspeitas sobre as quais apenas se ouviu dizer". É óbvio que não se pode acusar quem quer que seja sem fundamentos legais. Dá ideia que o referido secretário não conhece bem o processo. O caso Grupo GPS tem os contornos que se sabe, vai muito para além do tal "porque se ouviu dizer" e compete ao MEC ouvir a justiça e decidir em conformidade com a lei.

 

 

 

 

 

Diário de Notícias, 17 de Fevereiro de 2014.

 

Cortesia do João Daniel Pereira do movimento

"Em defesa da escola pública no Oeste"

 

 

 

 

ainda os cortes nos do costume

18.02.14

 

 

 

 

 

Metade da redução de pessoas na administração central, entre 2001 e 2013, foi em cortes a eito em professores do ensino não superior. Cerca de 49000 pessoas saíram desse sector, sendo que perto de 22000 eram educadores e professores dos ensinos básico e secundário. Uma razia comprovada, derivada do aumento do número de alunos por turma, da diminuição da carga curricular dos alunos, dos agrupamentos de escolas e do aumento dos horários dos professores.

 

Há um estudo interessante a fazer.

 

Se aumentou significativamente a rubrica dos consumos intermédios do Estado, podemos considerar que as 20 e tal mil pessoas a menos que não são professores passaram a despesa por outsourcing. Ou seja, deixou de fazer o Estado para dar lugar a empresas com boa convivência no aparelhismo partidário.

 

 

 

 

 

 

 

 

ano após ano

18.02.14

 

 

 

 

 

Desde 2006 que diminui o número de professores dos ensinos básico e secundário. A redução ultrapassa os milhares todos os anos. Não se julgue que a diminuição se deve apenas às reformas com brutais penalizações. Houve despedimentos colectivos entre os professores contratados e todos os que ficaram no sistema sofreram cortes salariais na ordem dos 10% a 20% (cortes salariais, aumentos de impostos e não pagamentos dos subsídios de férias ou de natal - ou os dois nos mesmo ano).

 

Perante os números, podemos afirmar que metade da austeridade do país caiu em cima dos professores. É bom que se refira que nos 129312 professores (eram cerca 195000 em 2005) estão incluídos os docentes que leccionam nas escolas privadas e nos estabelecimento de ensino cooperativo (serão perto de 30000).