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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

assim vai a europa

09.02.14

 

 

 

 

Bem sei que a Suiça fez a escola na neutralidade e que tem sido uma das excepções na ideia de União Europeia (o que permite, por exemplo, a lavagem legal de dinheiro), mas as restrições à imigração são mais um sinal de que as novas gerações já não têm "memória" da segunda guerra. É de alguma forma o que se passa Portugal com a "memória" do que levou ao 25 de Abril de 1974. E tudo muito naturalmente, claro.

 

As gerações que decidiam na Europa, nas décadas de vinte e de trinta do século passado, não levaram qualquer vacina especial e, em termos históricos, estão à distância de um piscar de olhos. Os europeus que defendem estas restrições só perceberão os efeitos da coisa se um dia sentirem na pele a sua aplicação.

 

 

 

 

  

 

eduquês e inclusão

09.02.14

 

 

 

Arriscando-me a cair num registo redundante, mas considerando a polémica que acusa os críticos do eduquês (e excluo Nuno Crato do grupo de críticos do eduquês) de serem inimigos da inclusão e da democracia, afirmo que a má e excessiva burocracia fez mais pela exclusão de alunos do que as outras variáveis. Apenas a sociedade ausente, onde se incluíram a pobreza e a falta de ambição escolar, conseguiu níveis mais elevados.

 

As políticas educativas do meu espaço político, a esquerda (no caso português a coisa preencheu a mente de todos os partidos políticos que passaram pelo parlamento), convenceram-se que a burocracia seria o advogado de defesa do aluno-réu perante o todo poderoso professor-juiz e que assim se garantiria a igualdade de oportunidades.

 

Substituiu-se a palavra do professor pela evidência documental e nasceram inúmeras inutilidades informacionais. Os professores muito fizeram para escaparem a esse inferno. Por direito de sobrevivência, usaram a farsa para esconderem a mágoa e a saturação e apoiaram menos os alunos desprotegidos. Pelo contrário, quando encontraram ambientes organizacionais despoluídos e civilizados, mobilizaram-se para a inclusão e ajudaram a democracia a crescer.

 

 

 

1ª publicação em 22 de Junho de 2011.