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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do manual da bancarrota, do empobrecimento dos outros e dos afins

08.02.14

 

 

 

 

 

Passei os olhos pela comunicação social mais mainstream e fui recortando notícias do citado manual. Podia, como é evidente, estar por aqui o dia todo em tão simples tarefa.

 

É espantosa a velocidade com que o bloco central tenta recuperar a malta do empobrecimento dos outros. Nem os erros clamorosos das folhas excel comovem alguns dos autores do manual referido em título. Segundo a página 8 do Expresso, a autora das entrevistas ao ex-ministro das finanças e da meteorologia é, naturalmente, Maria João Avilez.

 

 

 

 

A meritocracia comprovadamente mais inconsequente é anunciada à lombada e na mais imberbe e nefasta exclusão.

 

 

 

O vice-primeiro ministro esteve em versão trilingue a demonstrar com sound bites a versão irrevogável da sua governação. A plateia da direita espanhola parece que aplaudia e até gozava que se fartava.

 

 

 

 

Passos Coelho teve um momento de lucidez e traçou o estado do país no fim da sua governação.

 

 

Na blogosfera, o Paulo Guinote dá conta de mais uma epifania de Nuno Crato: quando um CEO nada consegue no âmbito da governação electrónica ou até no mais elementar espírito simplex na máquina que jurou implodir e antevê os exames do futuro em versão electrónica, estamos, no mínimo, perante mais uma iluminação que é da família do tal manual que será apresentado durante a semana.

 

 

dos problemas com a escolha da escola - quem diria

08.02.14

 

 

 

 

"Os decisores políticos que promovem a escolha da escola, vendem a ideia de que isso se faz como consumidor individual e não como cidadão. Como cidadão, uma pessoa responsabiliza-se pela escola pública local; apoia-a e orgulha-se com as suas realizações. O cidadão vê-a como uma instituição da comunidade digna do seu apoio, mesmo que não tenha filhos na escola. O cidadão pensa na escola pública como uma instituição que educa os cidadãos, os eleitores futuros, os membros de sua comunidade. Se a escolha da escola se torna a base das políticas públicas, a escola deixa de ser uma instituição comunitária para passar a atender às necessidades dos seus clientes."

 

 

O parágrafo que acabou de ler é de Diane Ravitch, ex-secretária de Estado na administração do Bush mais crescido, bem à direita em "Reign of Error: The Hoax of the Privatization Movement and the Danger to America's Public Schools" (qualquer coisa como: o reinado do erro: A farsa do movimento de desestatização e o perigo para as escolas públicas da América).

 

Encontrei-o por aqui e pode lê-lo no original na imagem seguinte. Quem diria, realmente, que uma pessoa como Diane Ravitch concluiria que cidadania, comunidade, educação e eleitores futuros são ideias não compatíveis com clientes e consumidores.