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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

as praxes como sintoma?

25.01.14

 

 

 

 

 

As últimas semanas mediatizaram a violência entre jovens e jovens adultos. Li testemunhos impressionantes sobre "gangues de boas famílias que lutam quase até à morte" (que raio de título), numa peça onde também se lê que "(...)Às mãos do cirurgião plástico Biscaia Fraga chegam “cada vez mais” adolescentes que procuram disfarçar as cicatrizes deixadas por rixas violentas. “Querem corrigir sobretudo lesões no nariz, nos lábios, mas também cicatrizes na cara e no pescoço”, revela ao SOL o especialista, lembrando que até há cinco anos estes casos eram “raríssimos”.(...)".

 

Há uns anos que proliferam os casos de indisciplina e violência nas escolas. Não ouso classificar estes sintomas, mas tenha a certeza que a nossa sociedade era muito mais solidária e pacífica nas décadas de oitenta e noventa do século passado.

 

Estou a ver um documentário sobre praxes na RTP1 que teve impacto internacional. Estou perplexo com o que estou a ver.

 

Escolhi dois textos sobre o assunto de quadrantes políticos diferentes. O denominador é comum.

 

 

Pedro Bacelar de Vasconcelos.

 

 

 

 

Termina assim:

 

 

 

Vasco Pulido Valente.

 

 

E termina assim:

 

 

 

do fim dos "horários zero"

25.01.14

 

 

 

 

 

 

Declarações de um dos SE do MEC.

A referência está mais abaixo.

 

 

O poder vigente na quase totalidade do milénio (o primeiro ano e meio foi uma excepção), assumiu o discurso anti-escola e anti professor. Ou seja, o "tudo está mal na escola pública" era culpa dos professores e ponto final. Uma ala manifestou a desconfiança com burocracia infernal e a outra com processos disciplinares a eito e com "mais trabalho porque eles têm muito tempo livre" (e continuou o tal inferno agora digitalizado). Vivemos um período em que prevalece a ala mencionada em segundo lugar.

 

Sejamos objectivos: o despedimento em massa de professores nos últimos anos deveu-se aos cortes curriculares e ao aumento do número de alunos por turma. Os agrupamentos de escolas contribuíram em menor escala e a mobilidade especial acrescentou um valor residual ao corte da massa salarial. Uma dezena de assessores governamentais ultrapassa o valor obtido por essa mobilidade. Para além disso, os "horários zero" são o factor que mais desesperança cria no sistema. Terminar com esta saga e instituir uma distribuição de serviço docente racional e pedagógica terá, nesta altura, ganhos incomensuráveis (a reposição de um número aceitável de alunos por turma, uma nova revisão curricular, alterações no estatuto da carreira e alterações ao modelo de gestão escolar reporão muita da sanidade perdida).

 

Dá ideia que é isso que a segunda ala concluiu. É uma espécie de repetição da história que, a confirmar-se, terá um desfecho semelhante: certo, mas tardio para efeitos eleitorais (e ainda há quem diga que as eleições para pouco servem ou que as lutas jurídicas nunca têm resultados).

 

 

 

 

 

Entrevista ao jornal Sol de ontem. Imagem recolhida no blogue do Arlindo Ferreira.