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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

já não é só o PISA

20.01.14

 

 

 

 

Os radicais da privatização do sistema escolar perderam o norte (e não apenas por a Suécia ser a norte) após a publicação do último PISA e dos outros estudos internacionais do género; é que ainda por cima eram eles quem exigia essas evidências.

 

Mas o que vem a seguir ainda os deixará mais desorientados. Começam a conhecer-se os indicadores do nosso investimento no sistema escolar que incluem o período de 2011 a 2014.

 

Ora leia este pequeno documento elaborado pelo economista e ex-deputado Eugénio Rosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não há pachorra. Agora é a Polónia?

20.01.14

 

 

 

 

 

 

Nuno Crato já mudou outra vez de modelo a seguir? Nem se trata de comparar modelos e de aprender com o estudo; é elementar que isso se faça. O que está em causa é um ministro que só tem duas ideias fixas: cortes em regime de back to basics e privatização das escolas associada a um elitismo preconceituoso. Tudo o resto é em registo desconhecedor (que já se conhecia antes de tomar posse, quando usava uma veia propagandista e manipuladora que se revelaria, naturalmente, tão eduquesa como a que criticava) do sistema escolar do básico e do secundário.

 

Desde 2011 que o MEC, e os seus apoiantes políticos, já seguiram várias propostas. A Suécia e a Alemanha antes do PISA (o dual e o vocacional fizeram mesmo alguma mossa e as ideias de privatização também ajudaram na descida aos infernos), mas o insucesso evidente obrigou os cata-ventos a virarem-se para a Ásia e agora para a Polónia. Os argumentos são mesmo inovadores e as propostas jamais praticadas em ambiente terrestre; e desculpem-me a ironia. O que cansa nesta sucessão de "reformistas" é o desrespeito pela nossa experiência.

 

 

 

 

dar tempo

20.01.14

 

 

 

Quando acumulamos experiência com alguma atenção à mediatização das questões de uma determinada área, basta esperarmos que o tempo passe para encontrarmos contradições associadas a algumas asserções: nunca nos pomos completamente no lugar do outro e só quando sentimos na pele as injustiças é que percebemos o alcance do que nos queriam transmitir.

 

Vivemos um período, que já vai longo e que começou em 2007, que a história retratará, no mínimo, como sobreaquecido e de profundo acentuar das desigualdades. Veremos como e quando termina. O primeiro grupo profissional escolhido para as reformas a eito foram os professores do ensino não superior. Estavam isolados, eram acusados de excessivos na defesa da sua profissionalidade e de acomodados.

 

Alguns dos investigadores que agora se manifestam, também com cartas abertas, estavam do lado dos críticos dos professores do não superior e talvez imaginassem que jamais usariam as justas expressões que se podem ler a seguir. Espatifado, por exemplo, é elucidativo do que acabei de escrever.

 

 

 

 

 

 

O melhor é ler a carta toda, que se subscreve sem tibiezas, que o Público publicou.