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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da extrema hipocrisia

12.01.14

 

 

 

 

Ouvi, numa curta viagem de automóvel e na TSF, o discurso final de Paulo Portas no congresso do CDS-PP e percebia-se a pressa para que tudo terminasse antes do início do jogo de futebol. É conhecido o seu desprezo pela administração pública e são recorrentes as suas alusões às culpas da máquina do Estado pelo nosso atraso económico. Quem chegasse agora ao país, pensaria que estávamos na presença de alguém que nunca ocupou cargos governativos e que jamais marcou presença num qualquer conselho de ministros onde estão os primeiros responsáveis pela administração pública a quem se exige, desde logo, um mínimo de sentido de Estado.

 

 

 

Envio de novos dados à Comissão Europeia - Intimação da CE a Portugal

12.01.14

 

 

 

 

Recebi por email com pedido de divulgação.

 

 

 

 

 

 

A poucos dias do fim do prazo concedido por Bruxelas, ao nosso país, para a resolução da precariedade laboral docente, e com o esforço recente de vários grupos parlamentares na apresentação de soluções que coloquem um fim a este problema, a ANVPC acredita que Portugal apresentará, atempadamente, uma solução. Essa solução passará por vincular os docentes contratados (conforme prevê a legislação internacional), fomentando o investimento na Educação Pública.

Vejamos que nenhum cidadão nacional compreenderia que um governo optasse por perder esta oportunidade de resolução deste problema, e pelo incumprimento legal sujeitasse o nosso país a uma pesada multa, a liquidar, uma vez mais, junto de uma entidade externa, não promovendo a utilização dessa quantia no reforço de uma das mais importantes, e estruturantes, áreas sociais e de crescimento de um país -  a Educação.  

 

 

Extrema-direita defende redução da escolaridade

12.01.14

 

 

 

A extrema-direita portuguesa, que constitui a quase totalidade do CDS-PP, uma parte algo numerosa das bases do PSD e uma fatia invisível, mas influente, do PS, defendeu este fim-de-semana a redução da escolaridade obrigatória, chegando a usar como argumento o desperdício da escolaridade para as pessoas de etnia cigana.

 

A extrema-direita portuguesa chegou ao governo em 2003 pela mão de D. Barroso e consegue, como uma votação que varia entre os 5% e os 12%, ter como reféns os dois grandes partidos do trágico arco da governação (o CDS-PP exibe uma centralidade democrata-cristã como máscara da direita radical). Esta tríade que levou o país a mais uma bancarrota e que partilha a corrupção nos aparelhos partidários, beneficia de um amplo consenso nas "elites" que inclinam o país para a direita ao mesmo tempo que ameaçam com a tragédia despesista de uma hipotética governação à esquerda através do perigo, veja-se lá, da radicalidade.

 

Esta herança da última ditadura é abençoada e não consegue ser desmontada com significado eleitoral à esquerda. A esquerda mantém os seus radicais ostracizados, não transmite aos eleitores confiança num exercício maduro e responsável e tem contornos surreais, como se viu depois das últimas autárquicas, onde proliferaram as coligações do PCP com o PSD (até da tal ala mais radical). Dá ideia que andaremos assim até à próxima bancarrota (leia-se saque aos salários e pensões das classes média e baixa, porque a bancarrota é uma constante) e com retrocessos civilizacionais como se evidenciou na proposta da escolaridade.